No primeiro texto desta série, abordamos a doença de Alzheimer e suas principais causas, além de esclarecer que não é uma doença que ocorre por acaso, muito menos por falta de sorte. É, como muitos especialistas vêm chamando, uma “doença de estilo de vida”.

 

Muitos fatores podem desencadear o início da deterioração dos neurônios. Neste texto, iremos abordar como o alto nível de glicose no sangue (comumente associado à diabetes) e a hipertensão podem auxiliar no desenvolvimento dessa temível doença.

 

GLICOSE

 

Quando falamos em glicose alta, logo pensamos em diabetes, em especial da Diabetes Tipo 2.

 

Não há nenhum erro nisso. A diabetes surge com a glicose alta no sangue e um problema na produção de insulina pelo pâncreas – ou o pâncreas realmente não produz o hormônio ou o corpo se tornou resistente a ele.

 

Mas Diabetes não é a consequência disso.

 

A partir do momento em que o nível de glicose ultrapassa seu limite, e não há insulina para processá-la, uma proteína essencial no combate à inflamação do cérebro, comumente associada à demência, tem sua performance restrita.

 

No início do Alzheimer, um processo chamado de glicação danifica uma enzima chamada Fator de Inibição da Migração de Macrófagos, responsável pelas respostas imunes e regulação de insulina.

 

Em situações normais, essa enzima faria parte da resposta imunológica ao crescimento anormal de proteínas no cérebro. Com a danificação dessa enzima, o desenvolvimento do Alzheimer fica mais suscetível.

 

Portanto, de acordo com um estudo produzido nos Estados Unidos, há uma conexão direta entre Diabetes e Alzheimer.

 

Um teste simples para tentar prevenir isso é a hemoglobina glicosilada, que mostra o comportamento da glicose no seu corpo. Peça ao seu médico.

 

ALIMENTOS QUE REGULAM NATURALMENTE A GLICOSE

 

Vegetais Verdes (couve-galega, espinafre e brócolis) – Contém vitaminas B6 e C, solúveis em água, e A e K, solúveis em gordura.

 

Canela – Tem o efeito de metabolizar o açúcar no sangue numa forma semelhante à insulina.

 

Abacate – a gordura do abacate reduz o risco de síndrome metabólica – desordem no metabolismo capaz de desencadear diabetes e ganho de peso.

 

Amêndoa – é rica em gorduras monoinsaturadas, responsáveis por manter o nível de açúcar no sangue estável e ativar o metabolismo da queima de gorduras.

 

Lentilha – Rica em proteína, ferro, potássio e fibras, a leguminosa é uma excelente aposta se você deseja diminuir os níveis de açúcar no sangue.

 

A farinha da banana-verde possui amido resistente, o que ocasiona uma digestão mais lenta equilibrando os níveis de açúcares.

 

A farinha de maracujá é rica em pectina, fibra solúvel capaz de reter água, formando um gel viscoso na parede gástrica, aumentando o tempo de esvaziamento gástrico. Muito eficaz no controle da Diabetes.

 

A farinha de feijão branco possui uma alta concentração de faseolamina, uma proteína que funciona como um bloqueador de carboidratos.

 

Leia Mais: 13 Formas Naturais de Reduzir o Açúcar no Sangue

 

HIPERTENSÃO

 

A pressão alta é uma enorme ameaça por trás de uma série de catástrofes cerebrais que podem dar origem tanto ao Alzheimer quanto à demência vascular.

 

Essa demência ocorre quando pequenos vasos sanguíneos ficam lesionados ou entupidos, o que interrompe o fluxo de oxigênio e glicose para as células cerebrais, levando ao enfraquecimento dessas células e inclusive à morte.

 

A hipertensão dobra as chances de um derrame cerebral ou AVC que podem levar à perda de memórias e de funções cognitivas.

 

A única forma de prevenir é através de uma alimentação equilibrada e exercícios, e, caso tenha a doença, seguir as prescrições médicas.

 

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