MANUAL DE CUIDADOS COM OS IDOSOS

 

INTRODUÇÃO

A Viver Melhor tem como filosofia melhorar a qualidade de Vida de pessoas com necessidades especiais, proporcionando tranquilidade para os responsáveis do idoso e, desta forma, melhorando também a qualidade de Vida destes.

Para entender a importância da Cuidadora ou do Cuidador, a Viver Melhor, através de muitas pesquisas, com informações de algumas universidades renomadas, escreveu este pequeno Manual de Cuidados, que deve ser a referência da Cuidadora Viver Melhor ou Cuidador Viver Melhor.

Devemos notar que o número de idosos vem crescendo rapidamente. Segundo a Organização Mundial da Saúde, entre 1950 e 2050 a população de idosos do Brasil crescerá 16 vezes, o que nos colocará, em termos absolutos, como a sexta população de idosos do mundo, isto é, com mais de 32 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Este crescimento acelerado é fenômeno mundial, e o Brasil, em particular, é um país “jovem de cabelos brancos”. Mas, mesmo nos ditos países desenvolvidos, a sociedade ainda se mostra ineficiente para proporcionar cuidados adequados aos cidadãos deste grupo etário. Um exemplo recente foi a constatação, pelo próprio Ministério da Saúde francês, da morte de 11.000 idosos em uma onda de calor no último verão.

A Política Nacional de Saúde do Idoso, aprovada em dezembro de 1999, tem como princípio que “a família, a sociedade e o Estado têm o dever de assegurar ao idoso todos os direitos da cidadania, garantindo sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade, bem-estar e direito à vida” (cap II seção I art 3º). Preconiza, entre outras coisas, o apoio ao desenvolvimento de cuidados informais, com objetivo de manter sempre que possível, o idoso na comunidade, junto à sua família, da forma mais digna e confortável possível.

Nesta mesma linha de pensamento, foi aprovado no Congresso Nacional (outubro de 2003) o Estatuto do Idoso, com leis visando aperfeiçoar o usufruto dos direitos por este grupo crescente de cidadãos.

Este manual busca seguir as diretrizes da Política Nacional de Saúde do idoso e das necessidades de cuidadores profissionais e familiares. Tem como objetivos estimular a parceria de familiares, profissionais e sua interação com o sistema de saúde; e oferecer apoio aos cuidadores informais, melhorando a qualidade de vida e de assistência do cidadão idoso.

Que este possa ser o início de uma longa caminhada, e que possamos juntos, acrescentar Vida aos anos, e não apenas anos à vida”.

AVISO IMPORTANTE

Este manual foi criado para dar noções básicas de procedimentos e ações que visam melhorar a qualidade de Vida de idosos, que possam ter necessidades especiais.

Seu conteúdo não deve ser utilizado com objetivo de diagnosticar qualquer condição de idoso ou Cuidadora/Cuidador.

Em caso de suspeita de mal-estar, um médico deverá ser consultado IMEDIATAMENTE, sendo este contato inteira responsabilidade dos parentes responsáveis pelo idoso que estiver recebendo tratamento.

 

CUIDADORA. . . CUIDAR, CUIDANDO ! ! !


Segundo o Dicionário Básico da Língua Portuguesa Folha /Aurélio, cuidar tem como significados: pensar, imaginar, meditar, cogitar, refletir. Cuidado significa: atenção, precaução, cautela, diligência, desvelo, zelo, encargo, responsabilidade.

Cuidar é perceber o outro como ele se mostra nos seus gestos e falas, em sua dor e limitação.

Percebendo isso cada plano de cuidado passa a ser um conjunto dinâmico de fatos, ideias e ações. Tudo que vive precisa ser cuidado para continuar existindo. Uma planta, uma criança, um idoso, o planeta Terra. O cuidado é mais fundamental do que a razão e a vontade e todo ser humano deve colocar cuidado em tudo que faz. Tudo que vive precisa ser alimentado. Assim, o cuidado, a essência da vida humana, precisa ser continuamente alimentada. O cuidado vive do amor, da ternura, da compreensão, da convivência e tudo que se pode oferecer e fazer para manter algo ou alguém com saúde e alegre.

Para isso, é necessário compreender que os cuidados com o corpo são ações importantes, capazes de integrar o corpo e alma.

A Cuidadora ou Cuidador têm de superar certos desafios para exercer com precisão a sua função de permitir que seu idoso possa Viver Melhor. Eles têm como missão o exercício da promoção da saúde, do equilíbrio e da harmonia. Isso fará com que, tanto o idoso, quanto a família do idoso, possam Viver Melhor, pois um idoso bem cuidado, proporciona tranquilidade aos familiares, para seguirem com o dia-a-dia.

Este Manual de Cuidados fala da Cuidadora ou Cuidador, cujo conceito está expresso na cartilha Nacional de Direitos Humanos:

Cuidador(a): pessoa, membro ou não da família, que cuida do idoso dependente ou doente, com ou sem remuneração. Suas tarefas envolvem o acompanhamento das atividades diárias do idoso e seu auxílio na alimentação, higiene pessoal, medicação de rotina e outros serviços necessários, excluídos aqueles para os quais sejam requeridos técnicas ou procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas, particularmente na área da Enfermagem.

Este conceito deixa evidente que nem todos podem ser Cuidadores, pois é preciso ter capacitação, que pode e deve ser obtida com treinamentos específicos. É fundamental compreender que se trata de tarefa nobre, porém difícil.

O objetivo da Viver Melhor, através de seus Cuidadores ou Cuidadoras, é ajudar idosos/familiares, a viverem a Vida da forma mais plena possível, ou seja, Viver Melhor. Com a nobreza do exercício da missão de cuidar, perceber que seus gestos se armazenam no coração dos que recebem ou necessitam de seus cuidados.

ALTERAÇÕES COMUNS NO ENVELHECIMENTO

Envelhecer diz respeito as perdas das funções normais que ocorrem com o passar dos anos. Estas perdas de funções começam a ficar mais evidentes após os 60 anos, no entanto, o que mais afeta as pessoas idosas são as mudanças de papel na sociedade.

Envelhecer é diferente de adoecer. O envelhecimento “normal” (senescência), inclui eventos naturais que levam a um declínio funcional, aumentando nossa vulnerabilidade e a probabilidade de ficarmos doentes ou nos acidentarmos.

A senescência tem características particulares, e mesmo entre indivíduos da mesma idade pode haver grandes diferenças nas reservas funcionais: há idosos bem-dispostos e em boas condições de saúde; há também idosos cansados e com muitos problemas de saúde.

Vários fatores influenciam no quanto vivemos (a expectativa de vida) e em como envelhecemos. Entre eles podem ser citados: a herança genética, o tipo de Vida durante a juventude, o acesso a tratamento médico e medidas preventivas, a exposição aos agentes ambientais e o estilo de vida. Por exemplo, um idoso de 72 anos acostumado a realizar atividade física, que não fuma e não bebe, terá provavelmente uma capacidade cardiovascular, osteoarticular e respiratória muito melhor do que aqueles com um estilo de vida sedentário.

Para um idoso acostumado a se exercitar, as alterações normais do envelhecimento tendem a ser mais suaves e demoram mais tempo para serem percebidas. Ou seja, as “perdas” relacionadas ao envelhecimento podem ser minimizadas pelo investimento pessoal em funções e atividades em idades mais precoces. Entre as alterações normais do envelhecimento podemos citar:

  1. A pele perde a elasticidade e fica mais fina, seca e áspera, sendo mais fácil coçar e mais fácil abrir feridas com pequenos traumas
  2. O andar fica mais lento
  3. A flexibilidade e os reflexos diminuem, tornando mais fáceis as quedas e mais difícil proteger-se delas
  4. A saliva diminui, os movimentos de deglutição ficam mais lentos
  5. O sistema imunológico, que defende o indivíduo contra infecções, é menos ativo, e o idoso normal tem uma suscetibilidade maior a algumas infecções como pneumonia e tuberculose
  6. O sistema de adaptação de pressão arterial e temperatura também muda, sendo comuns: a deficiência na resposta ao calor ou frio intenso; a ausência de febre nas infecções; as quedas de pressão em mudanças rápidas de posição e a má adaptação da pressão arterial a perdas de líquidos (desidratação)
  7. O conteúdo de cálcio dos ossos, a massa e força muscular diminuem;
  8. O cérebro diminui de tamanho, porém preserva suas funções, como capacidade de aprender e memória; existe uma diminuição de memória em idades muito avançadas, mais relacionadas à falta de estímulo e atividade do que à incapacidade de lembrar; mantendo o estímulo e a atividade mental, os idosos preservam a capacidade de exercer suas funções intelectuais habituais com agilidade e experiência
  9. O coração pode bater mais devagar, mesmo em situações em que deveria acelerar, e diminui sua capacidade de adaptação ao “stress”;
  10. Há uma redução da capacidade do pulmão ventilar e da habilidade de tossir
  11. Os rins diminuem sua reserva funcional, tornando-se mais sensíveis aos medicamentos
  12. O sono se altera, sendo comum o idoso dormir menos à noite, e ter períodos de sonolência (cochilos) durante o dia, principalmente quando não tem alguma atividade.

Resumindo, ser idoso não é uma doença, mas é uma fase da vida caracterizada por diminuição das reservas funcionais e da capacidade do organismo em se adaptar às mudanças bruscas, tornando-o mais frágil para infecções, quedas, desidratação, efeito colateral de medicamentos, entre outros. O idoso doente tem sinais e sintomas de doença, e deve receber tratamento.

DOENÇAS MAIS COMUNS NO ENVELHECIMENTO

Geralmente, os problemas de saúde mais comuns entre os idosos podem ser bem controlados e, muitas vezes, podem ser prevenidos através de uma melhoria no estilo de Vida. O idoso não está destinado a ficar doente apenas por ter mais idade. Dentre as doenças mais comuns no envelhecimento, podemos citar:

  1. Osteoporose – é a perda anormal de osso, que o torna mais fraco, com maior facilidade para quebrar, e mais difícil de “colar” (recuperar-se de fraturas);
  2. Hipertensão arterial – a pressão sanguínea não deve aumentar com a idade, mas é uma doença comum da terceira idade e deve ser tratada;
  3. Diabetes (altos níveis de açúcar no sangue) – também é doença que tende a se agravar com a idade;
  4. Acidente vascular cerebral – também conhecido como derrame cerebral, é uma obstrução súbita da circulação do cérebro; manifesta-se frequentemente pela perda de força muscular (paralisia) de metade do corpo. A prevenção inclui o tratamento da hipertensão arterial, do diabetes e do excesso de colesterol;
  5. Demência – popularmente conhecida como esclerose, inclui doenças como a Demência de Alzheimer e a Demência Vascular. Afeta a capacidade de memória, fala, escrita. Os doentes esquecem de coisas importantes como comer, ir ao banheiro, o caminho de casa; ocorre dificuldade em achar as palavras (“como se chama àquilo com o que se come”, para definir garfo), o nome dos filhos e parentes; podem se tornar agressivos ou apáticos (muito quietos), e geralmente lembram bem das coisas muito antigas e esquecem as atuais (lembram-se da infância, mas não se lembram do nome dos filhos). A fase final da doença é no leito, com incapacidade para se mobilizar, comunicar, alimentar. A demência de Alzheimer ainda não tem prevenção. A demência vascular é causada por áreas de ausência de circulação no cérebro, e pode ser prevenida com o bom controle da pressão, do diabetes, do colesterol, dos excessos de fumo e bebidas alcoólicas;
  6. Câncer de mama – 45% dos casos diagnosticados são em mulheres com mais de 65 anos; por isso são importantes os exames preventivos (como o autoexame e a mamografia) na terceira idade;
  7. Câncer de próstata – é doença comum no idoso;
  8. Câncer de cólon e reto (intestino) são doenças comuns em idosos, principalmente naqueles com obstipação crônica (intestino preso), consumidores de alimentos pobres em fibras e fumantes;
  9. Osteoartrose – é um desgaste das articulações, que acomete 70% dos idosos; pode acometer a coluna, joelhos, quadril e mãos, e a manifestação principal é dor crônica; não tem cura (até o momento), mas as complicações podem ser prevenidas com ginásticas de alongamento, fortalecimento dos músculos e orientação de postura (como andar, dormir, pegar pesos);
  10. Câncer de pele: muito comum em idosos, principalmente naqueles de pele clara e expostos muito ao sol durante a Vida; geralmente é de fácil tratamento, se diagnosticado precocemente;
  1. Catarata: doença na vista, que prejudica a visão, facilmente tratada com cirurgia.

Precisamos de uma atenção especial para distinguir entre alterações normais do envelhecimento e doenças do idoso, para não atribuirmos erroneamente ao envelhecimento natural doenças que são passíveis de prevenção e tratamento, ou mesmo cura; de outro lado, alterações do envelhecimento comum podem ser atribuídas às doenças, e exames e tratamentos podem ser erroneamente realizados.

PREVENÇÃO E QUALIDADE DE VIDA

Quando a Viver Melhor aborda qualidade de Vida, não pode deixar de falar em prevenção.

Entre as medidas preventivas, existem as que visam impedir a ocorrência de doenças, medidas para diagnóstico precoce de doenças e medidas para impedir a progressão de doenças e perda de funções (incapacidade física). Estas medidas devem ser observadas o quanto antes possível em nossas Vidas. Entretanto, alguém que teve uma Vida sem regras (sedentária e com alimentação inadequada), pode conseguir recuperar um pouco de qualidade de Vida, caso busque readequação do estilo de Vida ainda durante a meia idade.

MEDIDAS PREVENTIVAS:

  1. Não fumar e não beber em excesso;
  2. Realizar atividade física;
  3. Alimentar-se corretamente;
  4. Usar protetor solar diário, principalmente nas áreas expostas como rosto, braços e mãos, região do pescoço. Qualquer protetor com fator de proteção solar acima de 15 é eficaz
  5. Uso de óculos de sol com proteção para raios ultravioleta previne a catarata (e rugas!) Realização de consulta médica regularmente
  6. Vacinação – As vacinas previnem a ocorrência de doenças, que em geral são graves no idoso. As vacinas que são dadas a partir dos 60 anos incluem a vacina contra influenza (vacina contra a gripe), a vacina contra pneumococo (vacina contra pneumonia) e a vacina antitetânica (vacina contra o tétano) . A vacina contra influenza, deve ser aplicada anualmente, antes do início do inverno, e protege contra pneumonia por influenza (não protege contra os vírus do resfriado comum). A vacina contra pneumococos deve ser aplicada a cada 5 anos e também protege contra a pneumonia (causado pelo pneumococo); A vacina antitetânica é aplicada na forma de reforço a cada 10 anos, desde que a pessoa tenha recebido a série básica quando era mais jovem.

É VITAL CUIDARMOS DE NOSSA SAÚDE NOS ANOS MAIS ATIVOS DE VIDA, PARA TERMOS A OPORTUNIDADE DE NOS PROPORCIONAR MELHOR QUALIDADE DE VIDA NAS ETAPAS MAIS AVANÇADAS DE NOSSAS IDADES.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM

CUIDADOS DE HIGIENE EM IDOSOS DEPENDENTES

A higiene corporal constitui um fator importante para recuperação, conforto e bem-estar do idoso, bem como a higiene do ambiente, que deve ser limpo, arejado e com o mínimo necessário para atendimento das suas necessidades. Deixe no quarto do idoso somente os móveis necessários. Alguns cuidados deverão ser tomados durante a realização da higiene corporal tais como: não permitir a existência de correntes de ar, cuidar para que a porta do banheiro não possa ser trancada pelo lado de dentro e que a temperatura da água esteja adequada.

QUANDO TOMAR BANHO FOR UM PROBLEMA

É necessário identificar a razão da recusa. O idoso pode estar com dificuldade para caminhar, ter medo da água, medo de cair, pode estar deprimido, com infecções que geram mal-estar, dor, tonturas ou mesmo sentir-se envergonhado por expor seu corpo diante da Cuidadora ou Cuidador, especialmente se for do sexo oposto. É extremamente importante que o idoso tenha seus hábitos respeitados!

INDO PARA O BANHEIRO

  1. Prepare o banheiro previamente e leve para lá todos os objetos necessários para higiene;
  2. Elimine correntes de ar, fechando portas e janelas;
  3. Separe as roupas pessoais antecipadamente;
  4. Regule a temperatura da água que deve ser morna;
  5. Se possível, o idoso deve ser despido no quarto e conduzido ao banheiro protegido por um roupão ou toalha; neste momento, evite fixar os olhos no corpo do idoso, para que ele se sinta menos desconfortável;
  6. Evite deixar o idoso sozinho, para evitar quedas e/ou poder auxiliá-lo, em caso de mal-estar súbito;
  7. Esteja atento para fios, tapetes dobrados, pequenos degraus, piso escorregadio ou outros elementos que possam causar um acidente.

O BANHO PROPRIAMENTE DITO

  1. Oriente-o para iniciar o banho e auxilie-o se necessário;
  2. Não faça por ele. Estimule, oriente, supervisione, auxilie. Apenas nos estágios mais avançados de uma doença, a Cuidadora ou Cuidador devem assumir a responsabilidade de dar o banho;
  3. Lave a cabeça no mínimo 3 vezes por semana, observe se há lesões no couro cabeludo. Manter os cabelos curtos, se possível, facilita a visualização de feridas;
  4. Observe se há necessidade de cortar as unhas dos pés e das mãos, em caso positivo, posteriormente, corte-as retas, com todo o cuidado, especialmente nos idosos diabéticos. Caso a Cuidadora ou o Cuidador não se sintam seguros para cortar as unhas do idoso, deverão informar aos parentes responsáveis;
  5. Após o banho, seque bem o corpo, principalmente as regiões de genitais, articulares (dobra de joelhos, cotovelos, axilas) e interdigitais (entre os dedos);
  6. Para facilitar o banho de chuveiro, você pode alugar, comprar ou improvisar uma cadeira higiênica;
  7. Para estimular a autonomia do idoso você pode comprar em casas especializadas, ou improvisar, acessórios que facilitem a realização de pequenas tarefas, como lavar os pés ou as costas.

BANHO NO LEITO

O banho de chuveiro é o ideal, mas, caso haja dificuldades ou impossibilidades de o idoso sair da cama, pode ser intercalado, ou mesmo substituído pelo banho no leito. Caso o idoso seja muito pesado ou sinta muita dor na mudança de posição deve-se contar, sempre que possível, com a ajuda de outra pessoa. Isto evita acidentes, previne o cansaço excessivo da Cuidadora o do Cuidador e proporciona maior segurança para o idoso.

MATERIAL NECESSÁRIO PARA O BANHO

Comadre, bacia, água morna, sabonete, toalha, luvas, escova de dentes, lençóis, forro plástico e roupas.

A higiene deve sempre ser iniciada pela cabeça. Primeiro os olhos, rosto, orelhas e pescoço. Lavar os braços, tórax e a barriga secando-os e cobrindo-os. Na região sob as mamas das mulheres, enxugar bem para evitar assaduras e micose. Em seguida, passa-se para as pernas secando-as e cobrindo-as.

Há dispositivos infláveis, que permitem a lavagem dos cabelos na cama. Uma boa Cuidadora ou bom Cuidador, devem tentar se manter bem informados, ao máximo, para alertar aos familiares sobre recursos que podem ser desconhecidos para eles e que proporcionariam mais conforto ao idoso.

Durante o banho colocar forro plástico e apoiar a bacia com água morna sobre a cama. Lavar os pés com água e sabonete realizando a higiene entre os dedos. As costas devem ser lavadas, secas e massageadas com óleo ou cremes hidratantes para ativar a circulação. A higiene nas regiões genitourinária e anal deve acontecer diariamente e após cada eliminação evitando assim umidade e assaduras.

O momento do banho é importante para observar e avaliar a integridade da pele, dos cabelos, unhas e da higiene oral. A análise cuidadosa da pele e a avaliação de aspectos como cor, temperatura, hidratação, inchaço e vermelhidão podem ser os primeiros sinais indicativos do aparecimento de escaras.

HIGIENE ÍNTIMA

É feita após o ato de urinar e evacuar. Para isso é colocada uma comadre sob as nádegas do idoso. Em seguida deve-se ensaboar a região genital no sentido do púbis para o ânus (da frente para trás), então jogar a água e enxugá-la com um pano.

Caso os pêlos estejam grandes e volumosos, devem ser aparados com tesoura para facilitar a limpeza (isso deverá ser feito com tesoura de ponta arredondada e com todo o cuidado – em caso de insegurança, os familiares responsáveis deverão assumir a tarefa). Secar cuidadosamente evitando o aparecimento de lesões e assaduras. Se o idoso realizar sozinho a sua higiene ou auxiliar na sua realização deve-se lavar as suas mãos ao término do procedimento. Durante a higiene é sempre importante observar as eliminações (fezes e urina).

Prefira secar aplicando leve pressão na toalha, em vez de esfregar.

AUTO CUIDADO

A Cuidadora ou o Cuidador devem saber que ajudar o idoso não é fazer as coisas por ele. Para isso é importante observá-lo tentando identificar sua potencialidade e estimulá-lo a ir fazendo sozinho as tarefas em seu próprio benefício.

Deve-se elogiá-lo (de forma adulta) em cada tarefa que ele realizar mesmo que para isso seja necessário mais tempo pois isso pode trazer satisfação e melhoras ao enfermo.

ULCERAS DE PRESSÃO (FERIDAS / ESCARAS)

Elas surgem quando o corpo, ou parte dele, está paralisado e a pessoa não consegue se mexer, provocando a falta de circulação do sangue e a formação de feridas (“escaras”). Idosos com alterações, como esclerose, demência ou de comportamento, podem ter dificuldade de mudar de posição e assim, permanecerem horas sob parte do corpo, formando feridas/escaras, principalmente em locais de proeminências ósseas.

LOCAIS ONDE É MAIS COMUM O APARECIMENTO DE ESCARAS

Ombros, escapula, cotovelos, quadril, base da espinha (região sacra), lateral das nádegas, joelhos, tornozelo e calcanhar.

PREVENÇÃO

Evitar que o idoso durma o dia todo e sempre que possível:

  1. Mudá-lo de posição de três em três horas e colocá-lo sentado na cadeira ou sofá. Para facilitar a mudança de posição pelo próprio idoso você pode improvisar, ou adquirir, barras de apoio para cabeceiras, ou faixas laterais ou inferiores que sirvam de “cordas” para mobilização;
  2. Sempre que mudar a pessoa de lugar, fazer isso com cuidado para não raspar a pele no lençol, nos estofados, ou nas cadeiras;
  3. Deixar a roupa que fica embaixo do idoso sempre lisa e sem dobras e tomar cuidado com farelos ou pedacinhos de comida;
  4. Proteger as saliências ósseas com travesseiros, pequenas almofadas ou lençóis dobrados em forma de rolo;
  5. Usar colchão “caixa-de-ovo”, que deve ser protegido com lençol de um material plástico específico, tipo “Vapt Vupt”, encontrado em casas de material cirúrgico e que deve ser colocado em cima do colchão habitual;
  6. Colocar comadre ou papagaio com cuidado para não machucar a pele do idoso;
  7. Oferecer água, suco e chá várias vezes ao dia e em pequenas quantidades;
  8. Realizar massagens para conforto;
  9. Manter o idoso limpo; quando ele perder o controle da urina e das fezes, troque-o sempre que necessário e aplique uma camada de creme para proteção. Sempre andar devagar com a pessoa, evitando que ela arraste os pés e calcanhares. Para os idosos que ficam em cadeira de rodas ou poltronas recomenda-se que deixem as nádegas livres do peso do corpo durante pelo menos 1 minuto a cada 15 ou 20 minutos. Se o idoso tem força nos braços ele pode realizar isto sozinho. Caso contrário você deve conversar com sua equipe de saúde sobre o melhor procedimento para o caso específico do seu idoso.

ATENÇÃO

Lavar a pele sempre com muito cuidado. Não se deve esfregá-la durante a limpeza pois a pele ressecada pode originar feridas e favorecer o surgimento de escaras. Lembre-se que uma escara leva 1 hora para surgir e pode levar meses para cicatrizar.

TRATAMENTO

A avaliação médica e de enfermagem faz-se necessária para a definição do tipo de curativo a ser utilizado para cada idoso. O curativo deve ser trocado de acordo com o tipo de curativo utilizado, com periodicidade (número de vezes), definidos pelo médico e/ou enfermeira. É importante evitar a presença de fezes ou urina diretamente sobre a ferida.

CUIDADOS COM IDOSOS INCONSCIENTES

As causas mais comuns de inconsciência são de natureza neurológica como, por exemplo, traumatismo craniano e derrame.

Quando o idoso é incapaz de engolir, pode haver um acúmulo de secreções (saliva + catarro) na boca e faringe, tornando difícil a respiração. Essas secreções devem ser retiradas através de aspirações frequentes. A elevação da cabeceira do leito a 30 graus (cerca de 3 travesseiros grossos), também ajuda a prevenir a entrada de secreções nos pulmões e brônquios, evitando a pneumonia. Também previne a queda da língua para “trás”, o que dificulta a respiração e a torna ruidosa (barulhenta). Você pode elevar a cabeceira com material improvisado, como um pedaço de madeira, ou pode adquirir o acessório para ser adaptado à cama do idoso, ou pode alugar uma cama hospitalar com diferentes inclinações. Para evitar o ressecamento dos lábios recomenda-se a aplicação de manteiga de cacau. A mudança frequente de posição é importante para prevenir a formação de feridas/escaras. Para prevenir perdas nos músculos e articulações é necessário fazer exercícios e atividades orientados por um fisioterapeuta.

Deve-se ficar atento aos sinais de intestino “preso” ou diarreia. Se isto ocorrer, um médico deverá ser consultado.

CUIDADOS COM IDOSO TRAQUEOSTOMIZADO

A traqueostomia é uma abertura realizada na traquéia (tubo que conduz o ar da boca e nariz para os pulmões), para que o idoso possa respirar. É realizada no hospital, por indicação médica, e muitas vezes é definitiva, ou seja, o idoso irá respirar por este orifício permanentemente. Este orifício é mantido aberto e protegido por uma cânula, que pode ser de plástico ou metal, e é fixada ao redor do pescoço com um cordão (cadarço).

A cânula de traqueostomia deve ser limpa pelo menos uma vez ao dia, porém se houver muita secreção pode-se fazer a limpeza várias vezes ao dia. Se a cânula for de plástico a limpeza deve ser feita com um cotonete umedecido com soro fisiológico. Se a cânula for de metal deve-se retirar a cânula interna (mandril) e lavar em água corrente, limpando com uma gaze ou cotonete. A gaze deve passar de um lado para o outro do mandril limpando as secreções ressecadas que o obstruem. Para proteção da Cuidadora ou Cuidador e do idoso é aconselhável o uso de luvas de procedimento para limpeza da cânula. Após a limpeza da cânula deve-se verificar se a cânula interna está na posição correta e bem fixada. Lembre-se que o orifício da traqueostomia comunica o meio ambiente diretamente com o pulmão; deve-se ter o cuidado de evitar a entrada de “coisas estranhas”, como: água, comida, insetos, perfumes, talcos, entre outros, pelo orifício. Você pode usar uma gaze para proteger o orifício da entrada de insetos. A alimentação pode ser feita pela boca, desde que com autorização do profissional de saúde.

ASPIRAÇÃO TRAQUEAL

  1. É feita geralmente após as inalações, que umidificam as secreções, tornando-as mais fluidas (líquidas) e fáceis de aspirar, além de estimular a tosse (o que ajuda na mobilização de secreções). A Cuidadora ou Cuidador deve posicionar o idoso com o corpo virado para o lado e nunca em decúbito dorsal (barriga para cima) pois se houver vômito, evita-se que seu conteúdo entre pela traqueostomia e chegue aos pulmões, ocasionando pneumonia;
  2. Evitar realizar as aspirações em horários próximos da dieta;
  3. Você pode adquirir ou alugar um aspirador de secreções em lojas especializadas;
  4. Mantenha o aspirador e suas conexões limpas com água e sabão. Uma vez por dia, realizar a desinfecção das conexões com água sanitária (de uso comercial a 2%). Para realizar a desinfecção é necessário lavar primeiro com água e sabão, e depois colocá-las em imersão, no recipiente com água sanitária preparada, por 30 minutos; depois disto, enxaguá-las, em água corrente e secá-las. Modo de Preparar a solução da água sanitária: coloque a mesma medida de água sanitária e de água (diluição meio a meio) até as conexões ficarem totalmente imersas na solução preparada. A solução da água sanitária tem duração de 24 horas, portanto é preciso prepará-la diariamente, mantendo a tampa fechada e em local protegido do sol, para que o cloro da solução seja conservado;
  5. A Cuidadora ou o Cuidador deve abrir a sonda somente após estar de luvas e com o aspirador ligado; conecte a sonda no tubo de conexão do aspirador;
  6. Ao iniciar o ato de aspiração sempre entrar (introduzir) a sonda fechada através da cânula traqueal, para não provocar ferimento na parede da traqueia. Você fecha a sonda quando a dobra e impede que aspire (sucção). Da mesma forma, abrir a sonda na sua retirada, aproveitando para aspirar no momento da expiração do idoso (na saída do ar). Apesar de causar uma má impressão, a tosse desencadeada pela aspiração auxilia na mobilização e retirada das secreções, permitindo assim, que o idoso respire melhor.

Se a cânula interna (mandril) estiver com muita secreção (crostas espessas) ela deverá ser limpa antes da aspiração. Isto evita que a sonda leve para dentro do pulmão alguma secreção dificultando assim a respiração do idoso. Após a aspiração a sonda deve ser descartada.

URIPEN E SONDA VESICAL DE DEMORA

A sonda de Foley, ou sonda vesical de demora, pode ser utilizada em idosos que perderam a capacidade de urinar espontaneamente, sempre através de prescrição médica. Neste método a sonda é mantida dentro da bexiga e a urina flui continuamente. A sonda liga-se a uma bolsa coletora que pode ser fixada na lateral da cama, da cadeira de rodas ou na perna do idoso (caso ele ande).

Para prevenir complicações como infecções, sangramentos, feridas, é importante que você tenha os seguintes cuidados:

  1. Lavar as mãos antes de mexer na sonda;
  2. Limpar a pele em torno da sonda com água e sabão pelo menos duas vezes ao dia para evitar o acumulo de secreção;
  3. Lavar a bolsa coletora uma vez ao dia, com água e sabão ou água e cloro (cândida); quando desconectar a bolsa da sonda, bloqueie a sonda com uma gaze estéril, para que a urina não vaze;
  4. Manter a bolsa coletora sempre abaixo do nível da cama, e não deixe que ela fique muito cheia, para evitar que a urina retorne para dentro da bexiga;
  5. A sonda não precisa de nenhum tipo de fixação externa, porque tem um balão (bexiga) interno que a impede de sair do lugar; tenha cuidado para não puxar a sonda, porque você irá ferir a uretra, e pode haver sangramentos;
  6. Não deixar a perna do idoso apoiada na sonda, para evitar que bloqueio e a urina não sairá da bexiga;
  7. Verificar se não há dobras ou obstruções no sistema sempre que não houver urina na bolsa coletora;
  8. NUNCA trocar a sonda vesical. Este é um procedimento de enfermagem e deve ser realizado com técnica específica do profissional.

O Uripen, também conhecido como sonda de camisinha, é uma película fina de borracha, que se encaixa no pênis. Existe em vários tamanhos e também é conectado a uma bolsa coletora.

O uripen pode ser colocado da seguinte forma:

  1. Os pêlos da região deverão ser raspados (com absoluto cuidado);
  2. Lave o pênis com água e sabão e seque bem;
  3. Coloque o Uripen como se ele fosse uma camisinha, e deixe um espaço livre na ponta do pênis;
  4. Coloque o micropore (esparadrapo especial) em torno do Uripen e desenrole o uripen de volta até cobrir com esparadrapo. Aplique uma segunda tira de microporo, metade no Uripen e metade sobre a pele;
  5. Conecte o tubo da bolsa coletora; outra forma segura de prender o Uripen é através de um anel feito de espuma macia. Passe o Uripen pelo anel e enrole-o de volta sobre ele. O anel pode ser reutilizado várias vezes, e o Uripen também, desde que seja bem lavado e seco.

PRECAUÇÕES PARA O USO DE URIPEN:

  1. Não deixar que ele fique “apertado” demais;
  2. Usar esparadrapo específico, de fácil remoção, para não lesionar a pele;
  3. Colocar o Uripen com o pênis em ereção é mais fácil;
  4. Retirar o Uripen 01 vez ao dia e lavar bem o pênis e o Uripen;
  5. Retirar a noite, se possível, usar o papagaio;
  6. Examinar o pênis com frequência para ver se está tudo bem;
  7. Evitar o Uripen se o pênis ficar machucado ou inchado até que ele esteja bem novamente.

   

URIPEN E SONDA VESICAL DE DEMORA

TREINAMENTO DO CÓLON (INTESTINO)

Os idosos acamados perdem, com frequência, o controle sobre o funcionamento do intestino (não sabe quando vai defecar). O intestino preso ou preguiçoso também é comum. Isto torna difícil para o doente permanecer limpo, o que, além de inconveniente e embaraçoso, também pode causar assaduras e feridas (escaras). O ideal é que o idoso consiga evacuar uma vez ao dia, antes do banho.

Embora a recuperação do controle normal do funcionamento do intestino não seja possível para a maioria dos idosos, podemos “treinar” o intestino para trabalhar em determinada hora do dia. O programa de treinamento do cólon inclui os seguintes passos:

  1. Faça a massagem abdominal diariamente, um pouco antes do horário programado para a evacuação (de preferência antes do banho);
  2. A massagem abdominal é feita começando do lado direito e inferior da barriga do idoso, em movimentos circulares, percorrendo todo o contorno do abdome, como se ele fosse um quadrado, até a região inferior esquerda do idoso; movimentos de flexão (dobrar) as pernas sobre a barriga, se possível, também ajudam no estímulo da defecação e na eliminação de gazes;
  3. Continue o programa estimulando a região do ânus; para isto você pode usar um supositório ou um dedo protegido por uma luva e lubrificado com óleo ou vaselina; introduza o dedo ou o supositório contra a parede do reto (parte final do intestino) uns 2 cm para dentro, e espere uns 2 a 3 minutos e então, suavemente, mexa o dedo em círculo, até que o ânus se relaxe ou as fezes comecem a sair; depois ajude a pessoa a sentar-se na privada ou penico, ou caso não consiga sentar, coloque-a deitada sobre o lado esquerdo; repita isso 3 ou 4 vezes ou até que não haja mais fezes; limpe o idoso e lave as mãos;
  4. Continue o programa estimulando a região do ânus; para isto você pode usar um supositório ou um dedo protegido por uma luva e lubrificado com óleo ou vaselina; introduza o dedo ou o supositório contra a parede do reto (parte final do intestino) uns 2 cm para dentro, e espere uns 2 a 3 minutos e então, suavemente, mexa o dedo em círculo, até que o ânus se relaxe ou as fezes comecem a sair; depois ajude a pessoa a sentar-se na privada ou penico, ou caso não consiga sentar, coloque-a deitada sobre o lado esquerdo; repita isso 3 ou 4 vezes ou até que não haja mais fezes; limpe o idoso e lave as mãos;
  5. Execute o programa todos os dias, no mesmo horário, mesmo quando o intestino já funcionou acidentalmente, ou por causa de uma diarreia;
  6. Se possível usar a privada ou penico, pois o intestino funciona melhor com a pessoa sentada do que deitada;
  7. Ser idoso; às vezes o intestino leva dias ou até semanas para se adaptar ao novo esquema
  8. Às vezes as fezes iniciais endurecem e você precisa retirá-las com o dedo, para que o doente possa defecar;
  9. Os idosos com colostomia também podem se beneficiar com o treinamento de cólon.

CUIDADOS COM AS OSTOMIAS

Ostomia Digestiva é uma abertura cirúrgica realizada na parede abdominal onde uma porção do intestino é levada até a pele. Se a abertura do intestino foi na última porção doente ou lesada do intestino delgado (íleo), a pessoa foi ileostomizada. Se a abertura foi no intestino grosso (cólon) a pessoa foi colostomizada. As fezes passam pela ostomia para fora do corpo sem o controle da pessoa, e são armazenadas em uma bolsa que fica aderida ao corpo. A ileostomia fica no lado direito do abdômen pouco abaixo da linha da cintura.

As fezes neste local são com frequência mais líquidas e agressivas para a pele.

Uma ostomia urinária drenará a urina, diretamente para a parede abdominal através do gotejamento contínuo sem o controle da pessoa.

Uma bolsa de urostomia deverá estar aderida a pele para coletá-la. Uma ostomia normal é vermelha ou rosa vivo, brilhante e úmida. A pele ao seu redor deve estar lisa sem vermelhidão, coceira, feridas ou dor.

VIDA SOCIAL E FAMILIAR

A pessoa pode manter atividade normal: viajar, nadar, praticar esportes ou passear ao ar livre…  A única precaução é levar uma bolsa extra para troca, caso seja necessário. Para momentos íntimos deve esvaziar e limpar a bolsa previamente para se sentir mais confortável e seguro.

HORA DO BANHO

Não é necessário retirar a bolsa para tomar banho, quer seja de chuveiro ou de banheira já que ela é impermeável à água. Se for preciso poderá trocar o equipamento durante o banho. O sabão e a água não são perigosos e nem prejudicam a ostomia. Apenas deve-se evitar o jato forte do chuveiro diretamente na abertura da ostomia, pois pode provocar sangramento.

USO DE ROUPAS

A pessoa pode continuar a usar as mesmas roupas. O importante é a roupa ficar cômoda, bem apresentável e a pessoa se sentir bem.

EXERCÍCIOS FÍSICOS E PRÁTICA DE ESPORTES

Atividades físicas normais, incluindo esportes aquáticos. É desaconselhável a prática de esportes de grupo, como, por exemplo, futebol, pelo risco de trauma local.

FREQUÊNCIA DO ESVAZIAMENTO DA BOLSA

Na urostomia o esvaziamento é feito com maior frequência. No caso da colostomia, a bolsa terá que ser esvaziada à medida que for necessário, geralmente uma ou duas vezes ao dia.

CUIDADOS COM A PELE PERIESTOMAL

As fezes e a urina, pela sua composição, são capazes de causar grandes lesões na pele. Portanto é importante que se utilize uma bolsa que proteja bem a pele fixando e adaptando-se bem o ostoma. Na urostomia é indicada uma bolsa que tenha válvula anti-refluxo que direcione o jato, proporcionando um esvaziamento da bolsa sem vazamento.

CUIDADOS NA SAÚDE BUCAL

A IMPORTÂNCIA DOS CUIDADORES NA SAÚDE BUCAL

A higiene oral é um hábito saudável e agradável que deve ser mantido ao longo de toda a vida. Alterações da mucosa oral, perda de dentes, próteses mal ajustadas, gengivites (inflamação das gengivas), diminuição do fluxo salivar, são fatores que podem ocasionar infecções na cavidade oral.

COM O ENVELHECIMENTO OCORREM ALGUMAS ALTERAÇÕES NO ORGANISMO:

Diminuição das papilas salivares, alterando assim o paladar e diminuindo a salivação.

Caso isto ocorra deve-se oferecer bastante água durante todo o dia é muito importante para evitar a desidratação e manter a boca sempre úmida, diminuindo assim aumento na concentração de bactérias que se instalam na boca. (média de 2,5 litros de Água, diariamente)

DEDICAÇÃO, CARINHO E ORIENTAÇÃO CORRETA.

Cada idoso necessita de motivações, orientadas de acordo com suas capacidades funcionais. Por exemplo, a escova dental pode ter o seu cabo adaptado, acentuando sua curvatura ou

pode ser substituído por uma manopla de bicicleta para facilitar o seu manuseio.

Para o idoso totalmente dependente, que não consegue realizar a higienização bucal, a Cuidadora ou Cuidador podem utilizar abridores de boca para facilitar a limpeza, como por exemplo, o gargalo de uma garrafa de refrigerante descartável (tipo PET e devidamente limpa); a ponta do gargalo é colocada na boca do idoso (na região posterior) para que ele a morda.

Dessa maneira ele fica com a boca aberta facilitando o acesso e a higienização, evitando uma mordida repentina.

IMPORTANTE

Deve-se ter maior atenção para a higiene oral nos idosos que usam prótese dentária. Estas devem ser retiradas após cada refeição, higienizadas fora da boca, e recolocadas após limpeza da cavidade oral.

Idosos muito confusos, devem ter suas próteses dentárias retiradas à noite, colocadas em solução antisséptica, e após higienização, recolocadas pela manhã . Alguns idosos não devem permanecer com a prótese mesmo durante o dia, pela possibilidade de a engolirem. Nestes casos é recomendado colocá-la somente no momento da refeição.

Para a higienização bucal do idoso parcial ou totalmente dependente é necessário que ele fique numa posição confortável, com a coluna reta, de maneira que sua cabeça seja facilmente segura durante a limpeza, de frente para a pia com espelho ou com uma bacia e espelho na mão.

A Cuidadora ou Cuidador poderá ficar por trás do idoso e um pouco de lado, usando sempre luvas. Dentaduras e pontes deverão ser retiradas da boca antes de escovar os dentes naturais.

ESCOVA DENTAL

Colocar uma pequena quantidade de creme dental em uma escova pequena e macia e, após a limpeza, pedir que realize vários bochechos com água ou na impossibilidade disso, tentar que só cuspa. Se a escovação for impossível, consultar sobre o uso de escova elétrica ou jatos de água.

Para os idosos sem dentes, deve-se utilizar uma gaze ou algodão embebido em água, para a limpeza das mucosas. Essa limpeza deve ser realizada após cada refeição e, principalmente à noite, antes de dormir.

Como usar a gaze: Envolver a gaze no dedo indicador e após umedecê-la passar por toda cavidade oral, sem esfregar, mas com movimentos firmes para retirada de todo a sujeira. Se necessário trocar de gaze durante a limpeza.

Também pode ser feita a bonequinha, envolvendo gaze em espátula de madeira e realizar o mesmo procedimento.

DESINFECÇÃO DE PRÓTESE

Periodicamente, faça uma limpeza mais rigorosa das dentaduras e pontes móveis em uma solução de meio copo de Água comum com três gotas de água sanitária por 30 minutos, duas vezes por semana no

mínimo, colocadas em recipiente com tampa. Em seguida lave bem com detergente neutro ou sabão de coco em água corrente.

OBSERVE

Muitas vezes, a recusa do idoso em alimentar-se, ou sua agitação no horário de refeições, pode ser devido ao mal ajuste da prótese dentária ou pode significar simplesmente uma dor de dentes. A estabilidade da prótese dentária na boca do idoso: Lembrar que com o envelhecimento ocorre perda óssea, fazendo com que as próteses fiquem frouxas e se desestabilizem. É conveniente neste caso, aconselhar-se com um dentista.

A presença de cáries ou dentes quebrados podem causar dor. Existem equipes de profissionais (Dentistas) que atendem idosos no domicílio, que esteja impossibilitados de comparecer ao consultório.

A LÍNGUA

A língua deve ser massageada com a escova macia, ou raspador de língua para a remoção de: (sujidade + microorganismo = saburra lingual).

Na presença de uma crosta branca sobre a língua saburra lingual removê-la utilizando uma solução de bicarbonato de sódio, na proporção de 1 colher de café de bicarbonato de sódio em 1 copo de água. Para executar a limpeza da língua, molhar na solução a escova de dentes, ou uma espátula

envolvida em gaze, ou mesmo o próprio dedo indicador envolto em gaze. A limpeza deve ser feita com movimentos suaves, sem esfregar, para não alterar as papilas.

Sempre realizar os movimentos no sentido de dentro para fora, nunca com a espátula ou dedo apontando para o final da língua, isto para evitar que machuque a garganta ou amídalas do idosos.

Envelhecer é inevitável, mas não significa uma vida infeliz, limitada e cheia de doenças!

O idoso orientado e bem assistido pode gozar plenamente deste momento da vida, com um belo e saudável sorriso nos lábios.

CUIDADOS NA NUTRIÇÃO

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Uma alimentação saudável deve ser equilibrada, ou seja, fornecer energia e todos os nutrientes necessários ao bom funcionamento do nosso organismo. A quantidade de calorias (energia) , vai variar de uma pessoa para outra, de acordo com o sexo, a idade, o peso, a altura, a atividade física, o estado fisiológico ou patológico (presença de doenças), condições do idoso (mastigação, deglutição e digestão).

Uma alimentação saudável é fator importante para a saúde e consequentemente para  a qualidade de vida das pessoas, pois exerce influência: no bem estar físico e mental, no equilíbrio emocional, na

prevenção de agravos à saúde e no tratamento de pessoas doentes.

É através da alimentação que o nosso organismo recebe todas as substâncias (chamadas nutrientes)

necessárias ao seu bom funcionamento.

Nutrientes são: as proteínas, as gorduras, os carboidratos, os minerais, as fibras e a água.

Os alimentos possuem vários nutrientes em diferentes quantidades e cada nutriente exerce uma função específica no organismo.

Proteínas: constroem e conservam o organismo. São chamadas de construtores como os tijolos de uma casa; 

Gorduras: além de fornecer energia para o corpo, ajudam no transporte das vitaminas A, D, E e K através do organismo;

Carboidratos: fornecem energia para o corpo, por isso são chamados também de energéticos;

Vitaminas e Sais minerais: são chamados reguladores, pois ajudam no bom funcionamento do organismo, como uma chave de fenda que, ajuda na regulação das engrenagens de uma máquina;

Água: hidrata o organismo e transporta nutrientes;

Fibras: auxiliam no bom funcionamento intestinal e na prevenção e tratamento do colesterol elevado.

Não existe nenhum alimento que, sozinho, contenha todos os nutrientes necessários ao organismo. Por isso devemos ter uma alimentação variada.

Uma maneira prática de selecionar corretamente os alimentos e equilibrar a alimentação é utilizar a PIRÂMIDE DE ALIMENTOS.

PIRÂMIDE DE ALIMENTOS

Piramides de alimentos

COMO UTILIZAR A PIRÂMIDE DOS ALIMENTOS?

Os alimentos são distribuídos na pirâmide em 8 níveis de acordo o nutriente que mais se destaca na sua composição. Os alimentos são apresentados em porções. Entende-se por porção a quantidade de alimento na sua forma de consumo (unidades, xícaras, fatias, colheres ou gramas).

Nenhum grupo é mais ou menos importante que o outro, todos devem fazer parte da alimentação diária. Escolha uma dieta com diversos alimentos de todos os 8 níveis da pirâmide.

GRUPO 1- Grupo dos cereais, pães, tubérculos e raízes:

Ficam na base da pirâmide e são as principais fontes de carboidratos. Recomenda-se, em média, o consumo de 5 a 9 porções ao dia, dando preferência aos alimentos integrais, que contêm maior quantidade de fibras.

Uma porção equivale a: um pão francês, duas fatias de pão de forma, 4 bolachas de água e sal, 4 fatias de torradas, 4 colheres das de sopa de arroz ou 6 colheres das de sopa de macarrão, uma batata grande, 3 colheres das de sopa de farinha de mandioca.

GRUPO 2 – Grupo das hortaliças:

Fazem parte desse grupo as verduras e os legumes que são fontes de vitaminas, sais minerais e fibras. Recomenda-se a ingestão de 4 a 5 porções ao dia.

Uma porção equivale a: 1 tomate, 3 colheres das de sopa de cenoura ralada, 1 pires dos de sobremesa de alface, 2 ramos de brócolis cozidos, 3 colheres das de sopa de vagem ou abobrinha ou chuchu.

GRUPO 3 – Grupo das frutas:

São fontes de vitaminas, sais minerais e fibras. Recomenda-se a ingestão de 3 a 4 porções ao dia.

Uma porção equivale a: 01 fruta média (laranja, banana, goiaba, maçã…); 01 fatia de mamão ou meio mamão papaia, uma fatia de abacaxi, melão ou melancia, 01copo de suco de frutas, 10 unidades de morango ou jabuticaba.

GRUPO 4 – Grupo do leite e derivados:

Fazem parte desse grupo o leite, iogurte, coalhada, queijos. São fontes de proteínas e cálcio. É recomendada a ingestão de 3 porções ao dia.

Uma porção equivale a: 01 xícara das de chá de leite desnatado, 01copo de iogurte desnatado, 01 fatia de queijo fresco ou ricota.

GRUPO 5 – Grupo das carnes e ovos:

Compõem este grupo as carnes bovinas, suínas, aves, peixes e ovos. São fontes de proteínas e ferro. É

recomendado o consumo de 1 a 2 porções ao dia.

Uma porção equivale a: 1 filé de carne magra grelhada, uma fatia de carne assada, 1 filé de frango grelhado, 1 pedaço de coxa ou sobrecoxa (sem pele), 1 filé de peixe cozido ou 2 ovos.

GRUPO 6 – Grupo das leguminosas:

Fazem parte desse grupo os feijões, grão-de-bico, lentilha, ervilha seca. São fontes de proteínas, ferro e fibras.

Devemos consumir de 1 a 2 porções ao dia. Uma porção equivale a: 4 colheres das de sopa de feijão, ervilha ou lentilha, 2 colheres das de sopa de grão-de-bico.

GRUPO 7 – Grupo dos óleos e gorduras:

Incluem os óleos de canola, milho, girassol, soja, azeite de oliva, margarinas cremosas, cremes vegetais

“light”. Deve ser utilizado sempre em pequenas quantidades: entre 1 a 2 porções ao dia.

Uma porção equivale a: 1 colher das de sopa de azeite ou outros tipos de óleos, 1 colher das de sobremesa de creme vegetal ou margarina cremosa.

GRUPO 8 – Grupo dos açúcares e doces:

Incluem quaisquer tipos de açúcares, balas, bolachas, bolos, chocolates, refrigerantes. São fontes de

carboidratos e dão energia ao nosso organismo. Pode ser utilizado, no máximo, até 2 porções. Uma porção equivale a: 1 colher das de sopa de açúcar.

A quantidade de porções de cada grupo que cada pessoa pode utilizar depende da quantidade total das calorias necessárias para o seu organismo.

Em cada refeição principal (café da manhã, almoço e jantar) deve estar presente pelo menos um alimento do grupo dos energéticos, um dos reguladores e um dos construtores.

Exemplo: Café da manhã: pão/fruta/ leite

Almoço e jantar: arroz/verduras e legumes/ carne/frutas

As refeições devem ser fracionadas de 5 a 6 vezes.

Exemplo:  Café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia.

DICAS IMPORTANTES:

Nem sempre alimentar o idoso é tarefa fácil. Horários regulares, ambiente tranquilo, especialmente muita calma e paciência, por parte da Cuidadora ou Cuidador, são fatores imprescindíveis para que a

alimentação seja bem aceita pelo idoso.

  1. O idoso deve estar sentado confortavelmente para receber a alimentação. Jamais ofereça água ou alimentos quando ele estiver deitado;
  2. O idoso, que ainda conserva a independência para alimentar sozinho, deve continuar a receber estímulos para fazê-lo, não importando tempo que levem; você pode diminuir a sujeira durante a alimentação forrando o chão com plástico ou jornal e utilizando bicos adaptadores para copos, talheres adaptados e outros acessórios.
  3. Deve-se procurar oferecer ao idoso os alimentos de sua preferência e incentivá-lo a comer no caso de inapetência e, se necessário, acrescentar em suas refeições: mingaus de aveia, de farinha láctea, de maisena, vitaminas com farinhas de complemento alimentar (por exemplo: Sustagem) e cereais integrais;
  4. É importante que a refeição seja de fácil digestão;
  5. Apresente aspectos agradáveis: cor, sabor, aroma, textura, ou seja, que se apresente agradável a todos os órgãos dos sentidos:  bonita, aromática, gostosa para estimular as sensações que com o avanço da idade podem diminuir levando à redução do apetite e do prazer de comer; que possua poder de saciedade (auxilia nesse aspecto o consumo de alimentos ricos em fibras e alimentar-se calmamente)Procurar evitar a monotonia, variando frequentemente os temperos e o modo de preparo dos alimentos. Use à vontade temperos naturais (alho, cebola, ervas como salsa, manjericão, coentro, alecrim, orégano, etc.)
  6. No caso de a função mastigatória estar íntegra, não há razão para modificações de consistência e utilização de sopas ou purês. Para que os alimentos sejam melhor aproveitados, precisam ser bem mastigados. No caso da ausência parcial ou total dos dentes e uso de prótese, não deixar de comer carnes, legumes, verduras e frutas. As carnes podem ser picadas, desfiadas, moídas ou batidas no liquidificador. Os legumes e as verduras cruas podem ser picados ou ralados. As frutas mais “duras” podem ser cortadas em pedaços pequenos, amassadas, raspadas ou batidas no liquidificador.
  7. Caso haja dificuldade para engolir, procurar oferecer alimentos cozidos e com molho.
  8. Para manter um bom hábito intestinal deve-se consumir grande quantidade de líquidos e de alimentos ricos em fibras: frutas, sempre que possível cruas e com casca, hortaliças, de preferência cruas, leguminosas secas, cereais integrais, deve-se tomar de 6 a 8 copos de água de líquidos (água, chá, leite ou suco de frutas, de preferência no intervalo das refeições)
  9. É importante evitar o uso de laxantes.
  10. Recomenda-se o consumo de carnes e leguminosas secas. No caso das leguminosas, o ferro é melhor absorvido na presença de alimentos ricos em vitamina C, como laranja, limão, caju, goiaba, abacaxi e outros na sua forma natural ou em sucos. Essa conduta pode prevenir o aparecimento de anemia, problema tão frequente em idosos, devido à diminuição da produção de glóbulos vermelhos, que pode ser agravada por uma alimentação deficiente em alimentos ricos em ferro.
  11. É fundamental ingerir diariamente alimentos que contenham cálcio e vitamina D, sendo que esta última também pode ser produzida pela pele com a exposição diária ao sol. Com estas práticas, pode-se prevenir o aparecimento da osteoporose que é uma doença comum em idosos, especialmente em mulheres, devido à mudança hormonal provocada pela menopausa.
  12. Utilizar açúcar, doces, gorduras, alimentos gordurosos em pequena quantidade para manter o peso adequado. Isto é importante na prevenção de doenças (obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares) e para prevenir complicações destas, quando já existentes.
  13. Deve-se evitar o consumo exagerado de sal (cloreto de sódio). Com o avanço da idade, o organismo pode apresentar dificuldade na utilização de água e eletrólitos (sódio e potássio). Em virtude deste fato, pode haver aumento da pressão arterial e retenção de líquido (inchaço).
  14. É importante que se dê preferência à utilização de óleos vegetais (óleo de soja, de milho, de arroz, de canola, azeite de oliva, girassol e outros), no preparo e cozimento de alimentos, sempre em pequena quantidade. Desta maneira pode-se prevenir a aterosclerose, doença que é cada vez mais comum na população adulta e idosa e está relacionada com o aumento do consumo de alimentos ricos em colesterol e gordura saturada. Devemos procurar evitar ou diminuir alimentos ricos em gorduras saturadas e em colesterol: gorduras animais (das carnes gordas, do leite integral, dos queijos gordos, manteiga, banha, toucinho, bacon, creme de leite, preparações à base de ovos, embutidos), gordura hidrogenada, óleo de dendê, óleo superaquecido, reutilizado muitas vezes (principalmente para frituras), pães recheados com cremes, com cobertura de chocolate ou com coco e biscoitos amanteigados. Deve-se consumir no máximo 3 ovos/semana.
  15. Sempre que possível, procure substituir frituras por preparações cozidas,
  16. No preparo de carnes, retire toda a gordura visível, assim como a pele das aves e dos peixes.
  17. Recomenda-se a compra de alimentos da época, que têm melhor qualidade nutricional e um custo menor.
  18. Observar atentamente a data de validade dos produtos adquiridos.
  19. Caso o idoso apresente obstipação intestinal evitar oferecer banana prata, caju, goiaba, maçã, cenoura, chá preto/mate e limão. Deve-se procurar oferecer uma vitamina laxativa composta por: 150ml de suco de laranja, 01 ameixa seca, 01 pedaço de mamão, 01 colher de sopa de creme de leite, 01 colher de sopa de farelo de aveia (açúcar ou mel a gosto).
  20. Caso o idoso apresente flatulência (gases) devem ser evitados: agrião, couve, repolho, brócolos, pepino, grão de feijão, couve-flor, cebola e alho, principalmente crus, pimentão, nabo, rabanete, bebidas gasosas, doces concentrados, queijos amarelos, etc.

TERAPIA NUTRICIONAL NAS DOENÇAS

DIETA BAIXA EM COLESTEROL

INDICAÇÕES

Doenças cardiovasculares, obesidade, certos tipos de câncer (seio, cólon , útero e próstata)

ORIENTAÇÕES PARA DIMINUIR O COLESTEROL DA DIETA:

  1. Preferir aves e peixes sem a pele, carnes bovinas magras (caso haja gordura visível, deve ser retirada);
  2. Substituir o leite integral e produtos lácteos integrais (creme de leite, requeijão, queijos gordurosos/amarelados) por produtos desnatados e queijos magros, como a ricota e queijo branco “tipo” Minas;
  3. Evitar preparações em que o ovo seja a base. Substituir um ovo inteiro por duas claras na receita. Evitar comer mais de três gemas na semana;
  4. Remover a gordura endurecida na superfície de sopas e molhos gelados de carnes (antes de aquecê-los);
  5. Evitar o consumo de vísceras (fígado, rins, coração, etc)
  6. Evitar o consumo de gorduras de origem animal (banha, nata, manteiga, creme de leite, maionese), utilizando com moderação os óleos vegetais;
  7. Evitar o consumo de embutidos (linguiça, mortadela, salsicha);
  8. Utilizar creme vegetal light ou do tipo halvarina;
  9. Escolher sorvetes de frutas ao invés de sorvetes cremosos.

DIETA RICA EM FIBRAS

INDICAÇÕES

Manter o bom funcionamento dos intestinos, prevenindo ou tratando a obstipação (intestino preso), hemorróidas, doença diverticular, câncer, além de ajudar a diminuir as taxas de colesterol sanguíneo e

regularizar os níveis de glicemia (açúcar do sangue)

ORIENTAÇÕES PARA AUMENTAR O CONSUMO DE FIBRAS:

  1. Utilizar diariamente grãos integrais, como: arroz integral, farelos, trigo para quibe, canjiquinha, aveia, gérmen de trigo, etc; substituir o pão branco por pão integral e escolher massas com farinha integral (substituir metade da farinha integral em preparações assadas);
  2. Feijões, ervilhas, grão-de-bico, lentilha e outras leguminosas são excelentes fontes de fibras;
  3. Hortaliças e frutas frescas devem ser consumidas com casca sempre que possível. Acrescentar hortaliças no recheio de sanduíches, sopas, tortas, virados;
  4. Manter os horários das refeições a fim de obter a normalização do funcionamento intestinal.

DIETA SEM SACAROSE (AÇÚCAR)

INDICAÇÕES:

Para diabéticos, estados de hiperglicemia, obesos que necessitem de redução de peso.

ORIENTAÇÕES PARA DIETA PARA DIABÉTICOS:

  1. Fracionamento das refeições e em menores porções;
  2. Consumir alimentos ricos em fibras e pelo menos 2,5 litros de líquidos/dia;
  3. Restringir açúcares (refinado e mascavo), mel, melaço, doces, balas, chocolates, refrigerantes;
  4. Restringir gorduras de origem animal;
  5. Os lanches podem ser feitos com frutas, leite, pães e bolachas;
  6. Atenção com os rótulos dos alimentos. A presença de sacarose, frutose, glicose, açúcar invertido, açúcar mascavo, dextrose, melado, mel e xarope de milho são nocivos para os diabéticos.
  7. Os alimentos “diet” não possuem açúcar na sua composição, já os alimentos “light”, podem conter açúcar. Pela legislação “diet” é o produto do qual foi suprimido algum ingrediente, como o açúcar e, nesse caso, é o que deve ser consumido pelos diabéticos. Já os produtos “light” são aqueles que sofreram redução de algum nutriente na sua composição por exemplo: creme de leite light (apresenta menor quantidade de gordura); sal light apresenta menor quantidade de sódio, refrigerante light (apresenta menor quantidade de calorias e é isento de sacarose).
  8. Adoçantes à base de sorbitol, manitol e xilitol podem causar desconforto gástrico, podendo provocar diarréia. Recomenda-se variar os adoçantes.

  LEMBRE-SE:

Diet são alimentos que apresentam a ausência de determinado ingrediente em sua composição. É um termo inglês que significa dieta, regime, fazer dieta, alimentar-se seguindo um regime.

Os alimentos diet são indicados para pessoas que tenham restrição no consumo de algum ingrediente, como açúcar, gorduras, carboidratos, sódio e lactose.

Nem todos os produtos diet contêm poucas calorias, alguns produtos para diabéticos (sem açúcar) possuem uma maior quantidade de gordura para poder manter a textura e o sabor de um produto normal. Por exemplo: o chocolate.

Os produtos diet, industrializados, trazem na embalagem uma tabela nutricional (obrigatória) onde apresenta todos os ingredientes que compõem o alimento.

Os alimentos diet costumam ser confundidos com alimentos light. Light, é um alimento industrializado no qual houve remoção de no mínimo 25% de algum componente como açúcares, gordura saturada, gorduras totais, colesterol e sódio ou de calorias em relação ao produto normal.

DIETA HIPOSSÓDICA (pouco sal)

INDICAÇÕES:

para hipertensão arterial (pressão alta), doenças cardiovasculares, edemas (inchaços),

problemas renais e hepáticos.

ORIENTAÇÕES PARA CONSUMIR MENOS SAL:

  1. Evitar alimentos industrializados: enlatados, embutidos, queijos amarelos, temperos prontos caldos e extrato de carne ou galinha, mostarda, catchup, salgadinhos, azeitonas, carnes processadas (nuggets, hamburguer), soja de pacote, amaciante de carne, glutamato monossódico (ajino-moto), molho de soja, molho inglês, maionese, etc
  2. Diminuir gradualmente o sal no preparo de alimentos, realçando o sabor com temperos naturais, ervas e especiarias (alho, cebola, cheiro-verde, açafrão, cominho, manjericão, louro, alecrim, gengibre, sálvia, orégano, gergelim, hortelã, noz-moscada, manjerona, erva-doce, etc);
  3. Não deixar o saleiro sobre a mesa às refeições. O consumo reduzido de sal é recomendado para toda a família.

DIETA RICA EM CÁLCIO

INDICAÇÕES:

Prevenção da osteoporose (ossos quebradiços), para baixa ingestão de alimentos fonte de cálcio, levando-se em consideração fatores que podem dificultar sua absorção (cafeína, sal, idade avançada, falta de atividade física e menopausa).

ORIENTAÇÕES PARA AUMENTAR O CÁLCIO NA ALIMENTAÇÃO:

  1. Procurar ingerir coalhada (que poderá ser preparada no próprio domicílio) e queijo magro no café da manhã e em lanches;
  2. Substituir a água pelo leite em sopas, tortas, bolos, etc.;
  3. Procurar acrescentar sardinha no cardápio, retirando-se os espinhos;
  4. É importante consumir vegetais com folhas verde-escuras (folha de beterraba, brócolis, couve, espinafre);
  5. É recomendável a exposição ao sol no mínimo 10 a 15 minutos/dia, duas a três vezes ao dia, duas a três vezes por semana para produção de vitamina D, pois ela auxilia na absorção do cálcio.

DIETA PARA DIARRÉIA

ORIENTAÇÕES:

  1. Aumentar a ingestão de líquidos e soluções glicofisiológicas (soro) entre as refeições (2 a 3 litros). A oferta de líquidos deve ser pequenas porções, várias vezes ao dia (suco de maçã, limonada, chá erva-doce, erva-cidreira, camomila, hortelã, gelatina, chá de folha goiabeira);
  2. Refeições menores e com maior fracionamento (7 vezes/dia); evitar uso de cafeína (café em infusão forte, chás preto e mate);
  3. Utilizar alimentos para prender o intestino: tapioca, água arroz, maçã sem casca, banana, maçã, goiaba sem casca e sem semente, aveia;
  4. Evitar o consumo de alimentos laxantes: verduras cruas cozidas, cereais integrais, amendoim, frutas como: laranja, mamão, ameixa, abacate, leite integral e derivados (queijos gordos, doce de leite, creme leite);
  5. Procurar ingerir leite sem lactose ou com teor de lactose reduzida (caso haja boa tolerância);
  6. Evitar alimentos gordurosos, açúcares (refinado, mascavo), melaço.

O uso de medicamentos anti-diarréicos e de lactobacillus

somente com recomendação médica.

ORIENTAÇÕES ALIMENTARES PARA ALIVIAR ALGUNS SINTOMAS NÁUSEAS E VÔMITOS

  1. Aumentar a ingestão de líquidos e soluções glicofisiológicas (soro) entre as refeições (2 a 3 litros/dia);
  2. As refeições devem ser mais fracionadas (7 a 8 vezes por dia) e devem ser servidas em pequenas porções;
  3. Evitar alimentos em temperaturas quentes, pois liberam odores que podem agravar as náuseas.
  4. Alimentos mais secos e com temperaturas mais frias são mais bem aceitos;
  5. Mastigação lenta é bastante importante;
  6. Evitar que o idoso fique perto do local do preparo das refeições;
  7. O idoso deve ficar em posição reclinada ao alimentar-se. Caso seja possível evitar que o idoso se deite logo após a refeição, pois isto favorece os vômitos;
  8. Optar por alimentos de fácil digestão, restringindo doces e gorduras, alimentos muito temperados, muito salgados, picantes e ácidos (pimenta, catchup, mostarda, molho inglês). Restringir produtos aromatizados ou com odores fortes.

DISFAGIA (dificuldade para deglutir)

  1. Refeições menores e oferecidas mais vezes durante o dia (7-8 vezes) proporcionam melhor aceitação;
  2. Ingestão de líquidos em pequenas porções nos intervalos das refeições e durante o dia todo, podendo-se utilizar canudos. Caso o idoso apresente dificuldade para engolir líquidos estes devem ser espessados;
  3. O idoso deve manter-se sentado ou em posição reclinada (com ajuda de travesseiros nas costas) para evitar riscos de engasgar;
  4. Deve-se optar por alimentos leves e macios, dietas líquidas engrossadas com leite em pó, arrozina, amido de milho (maisena), espessantes (thick & easy, resourse thicken up ou nutilis), dieta líquida pastosa (gelatinas, pudins, vitaminas de frutas espessas, sopas batidas tipo creme, mingaus, purê de frutas, polenta “mole” com caldo de feijão). Para variar, pode-se acrescentar macarrão tipo “Ave-Maria”, mandioquinha, cará, inhame e aveia nas sopas para engrossá-las.
  5. Evitar alimentos de consistência dura, farinhentos e secos.

NUTRIENTES IMPORTANTES APÓS OS 60 ANOS

  1. Cálcio – fontes: leite e derivados, carnes, gema de ovo, feijão e sardinha.
  2. Zinco  fontes: aveia, levedo de cerveja, carnes, fígado, espinafre e frutos do mar.
  3. Selênio – fontes: alho, atum, brócolis, cebola, frango, cereais integrais, farelo de trigo, germe de trigo castanha-do-pará.
  4. Magnésio – fontes: limão, feijão, maçã, soja, abóbora, lentilha, chocolate, cereais integrais, frutas secas.
  5. Potássio – fontes: verduras, legumes, cereais integrais, tomate, banana, semente de girassol, abacate, batata, chocolate, coco
  6. Ferro – fontes: fígado, carnes, leguminosas secas (associadas à vitamina C).
  7. Vitaminas do Complexo B – fontes: arroz integral, cereais integrais, ervilha, feijão, carnes, leite e derivados, folhas verdes tomate, banana, peixes.
  8. Vitamina A – fontes: óleos de fígado, margarina, frutas e hortaliças amarelo alaranjado ou verde escuro.
  9. Vitamina E – fontes: verduras de folhas verde escuras, ovos, margarina, óleos vegetais, germe de trigo.
  10. Vitamina C – fontes: frutas cítricas, agrião, beterraba, couve manteiga, couve-flor, espinafre, pimentão amarelo, repolho e rúcula.
  11. Vitamina D – fontes: óleos de fígado de peixe, gema de ovo, fígado, manteiga e peixes gordos.

ALIMENTAÇÃO ENTERAL por sonda

A alimentação enteral é o fornecimento de alimentos na forma líquida que através de um “tubinho”

caem diretamente no estomago ou intestino. Quando a ingestão alimentar por via oral (boca) não está sendo satisfatória, ou o doente sofreu AVC (derrame), realizou alguma cirurgia na boca, no estômago, intestino ou necessita de um aporte nutricional maior devido a outras doenças, ocorre a necessidade de suplementação através de dietas específicas, ou seja, dieta enteral (ALIMENTAÇÃO POR SONDA).

Há casos em que o idoso permanece com alimentação mista, ou seja, alimentação por via oral e por sonda. Neste caso, a alimentação por sonda é indicada para completar a alimentação por boca quando o idoso apresenta ingestão alimentar reduzida. Este tipo de alimentação deverá ser fornecido somente com autorização do médico ou nutricionista.

A alimentação enteral é utilizada também para: evitar perda de peso, má cicatrização de feridas, diarréia, obstipação, vômitos; para preparar o organismo para tratamentos como: cirurgias, quimioterapia, o organismo para tratamentos

como: cirurgias, quimioterapia, radioterapia e diálise, entre outros.    

A sonda deverá ser passada pela equipe de enfermagem e a dieta deverá ser prescrita pela Nutricionista. A fixação externa da sonda pode ser trocada pela Cuidadora ou Cuidador, sempre tendo o cuidado de não puxar a sonda. Nas áreas de contato com a pele deve-se utilizar microporo; os locais de fixação devem ser constantemente trocados, para evitar feridas na pele ou alergias.

Há dois tipos de nutrição enteral (o que influencia na forma de preparo e armazenamento da dieta): caseira ou artesanal (é preparada em casa com alimentos naturais, e a industrializada (a dieta já está pronta para o consumo e o custo é maior que a preparada em casa).

As dietas caseiras deverão ter consistência líquida (solução liquidificada e coada) e a validade será de 12 horas após o preparo. As dietas industrializadas possuem maior tempo de validade (geralmente 24 horas) e maior custo.

A nutrição enteral é líquida e o fornecimento é feito diretamente no tubo digestivo, sem depender do apetite e da colaboração do idoso.

OS MATERIAIS NECESSÁRIOS PARA A NUTRIÇÃO ENTERAL SÃO:

1.   Sonda jejunal

2.   Sonda simples

3. Frasco descartável – recipiente utilizado para infundir a alimentação e água

4.   Equipo descartável

5.   Seringa descartável (20 ml)

ALGUNS CUIDADOS SÃO IMPORTANTES NA INFUSÃO DA DIETA ENTERAL, TAIS COMO:

  1. Manter o idoso sentado ou com travesseiros nas costas formando um ângulo de no mínimo de 15 graus para receber a dieta, nunca deitado para evitar vômitos e aspiração da dieta para os pulmões (o que é muito perigoso); o idoso deverá ser mantido em decúbito elevado durante toda a infusão da dieta e 30 minutos após o término;
  2. Infundir a dieta lentamente por gotejamento (através de frasco acoplado ao equipo) gota a gota (é como se fosse uma torneira quebrada que pinga lentamente) para evitar diarreia, distensão abdominal, vômitos e má absorção. Para facilitar a descida da dieta, o frasco pode ser pendurado em ganchos, prego ou suporte de vasos.
  3. Fracionar a dieta durante o dia (de acordo com orientação da Nutricionista);
  4. O volume em cada horário, não deve ultrapassar de 350ml.
  5. Infundir água filtrada e fervida (que deverá ser fornecida em temperatura ambiente) nos intervalos entre os horários da dieta – quantidade a ser definida pelo Médico ou pela Nutricionista através da seringa ou colocada no frasco descartável;
  6. Após administrar cada frasco da dieta, passar pela sonda cerca de 20ml de água filtrada e fervida, para evitar acúmulo de resíduos e entupimento da sonda;
  7. Manter a sonda fechada quando não estiver em uso;
  8. Após o preparo da dieta caseira, esta deverá ser guardada na geladeira e retirar somente a quantidade que for utilizar 30 minutos antes do horário estabelecido. A dieta, portanto, deverá ser oferecida ao idoso em temperatura ambiente.
  9. Não aquecer a dieta em banho-maria ou em micro-ondas.
  10. Caso o idoso puxe a sonda (ou ocorra um acidente na mobilização) e esta saia “para fora”, não tente recolocá-la. Lave-a com água e sabão e guarde-a em lugar seco e limpo, pois ela pode ser reutilizada.
  11. Dependendo do tipo de sonda enteral ela pode ser utilizada por 6 meses, desde que não obstrua ou fure ou vaze.

TÉCNICAS DE PREPARO E HIGIENIZAÇÃO DA ALIMENTAÇÃO ENTERAL

  1. Lavar as mãos cuidadosamente com água e sabão antes de preparar a dieta.
  2. Lavar o local de preparo com água e sabão e passar álcool.
  3. Reservar os utensílios somente para o preparo da dieta.
  4. Pesar e medir corretamente todos os ingredientes da dieta. Seguir rigorosamente as instruções de preparo. Utilizar sempre água filtrada e fervida.
  5. Os utensílios utilizados deverão ser lavados com água corrente e sabão.
  6. O equipo, a seringa e o frasco deverão ser lavados com água fervente.

Para verificar se a nutrição enteral está ajudando na recuperação do idoso, observar frequentemente se ele está mais bem-disposto, com o aperto de mão mais forte, se ele consegue caminhar um pouco mais a cada dia e se for possível pesá-lo, leve-o até uma balança.

A diarreia pode ser uma ocorrência comum: verifique o gotejamento, verifique os cuidados de higiene do preparo, procure o hospital onde o idoso foi atendido e recebeu as orientações quanto à alimentação por sonda.

CUIDADOS NA FISIOTERAPIA

ORIENTAÇÕES PARA O IDOSO ACAMADO POSICIONAMENTO NO LEITO

O idoso acamado precisa de muita atenção.    

É importante alterar o posicionamento no leito ou na cadeira de rodas periodicamente evitando assim, o surgimento de úlceras de decúbito (escaras).

Particularmente, no idoso que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (derrame), é importante que ele fique bem posicionado e que esteja confortável.

O braço comprometido deve estar sempre estendido e apoiado em um travesseiro. Deve ser colocado um travesseiro, embaixo do joelho, da perna lesionada, favorecendo uma flexão discreta; impedindo

que todo o membro inferior fique rígido em extensão. Nos casos em que a perna toda está rodada para fora (rotação externa) coloque um apoio deixando-a reta em posição neutra.

OUTROS CUIDADOS

Lado hemiplégico (paralisado). O cotovelo deve estar bem estendido, a palma da mão virada para cima.

Ao vestir-se: o membro superior afetado deve ser o primeiro a ser vestido e o último a ser despido.

Se a mão estiver fechada, deve ser colocado um rolo feito de tecido ou atadura utilizada para enfaixes, na mão comprometida, estimulando que fique aberta.          

Devem ser realizadas massagens no corpo do idoso (pés, tornozelos, mãos, ombros, músculos próximos à coluna, mãos, ace, etc), principalmente no idoso diabético. A massagem pode ser circular ou de deslizamento. É benéfica para o relaxamento, para a circulação sanguínea e a percepção do próprio corpo.

EXERCÍCIOS

Os itens abaixo mostram exemplos de alguns exercícios que podem ser feitos com o idoso.

cuidados na fisioterapia

Movimentar os dedos dos pés. Mobilizar os tornozelos para cima, para baixo e em movimentos circulares para os dois lados. Flexionar (dobrar) e estender os joelhos. Com os pés apoiados na cama e os joelhos flexionados, faça o movimento de separar e unir os joelhos.

Movimentar os braços elevando-os e estendendo-os, flexionando o cotovelo e estendendo, abrindo os braços e voltando a posição inicial.

Movimentar os punhos e os dedos. Com as mãos do idoso entrelaçadas e os braços estendidos, fazer movimentos circulares.

No caso do idoso que teve A.V.C., além dos exercícios citados acima, é importante movimentar o braço afetado, mantendo sua perna e o pé afetados apoiados na cama.

Os membros não comprometidos também devem ser movimentados. Na região cervical (pescoço)da coluna, realizar movimentos para baixo, para cima, para os lados e na diagonal.

Os movimentos devem ser lentos. Em caso de necessidade ajudá-lo no exercício.

O idoso deve ser estimulado a tocar seu próprio corpo com o membro superior comprometido, tocando com sua mão algumas partes de seu corpo como a cabeça, nariz, boca, abdômen, joelhos, pés, etc.

Na posição ortostática (em pé), apoiar os braços em uma mesa e soltar o peso do corpo nos braços, e transferir o peso para cada braço; soltar também o peso do corpo no membro inferior comprometido.

No quarto desse idoso, as mobílias, o criado mudo, a televisão e a porta devem estar do lado comprometido, estimulando que ele olhe por esse lado. A poltrona ou cadeira deve ser resistente e com braço, pois o braço do idoso deve estar estendido e apoiado. A mão deve estar aberta, se possível.

O idoso deve tentar utilizar ao máximo seu lado comprometido.

TRANSFERÊNCIAS

A melhor maneira de auxiliar o idoso a passar de sentado para em pé é apoiá-lo pela cintura e colocar o joelho do idoso entre os joelhos da Cuidadora ou Cuidador (sequência na figura abaixo). Esta orientação é válida para quaisquer tipos de dificuldades, independente da doença do idoso, pode ser por uma simples fraqueza muscular decorrente do envelhecimento. Se for possível para o idoso, peça que incline o tronco para frente, no momento de se levantar. Repare que o pé do cuidador apoia os pés do idoso, dando suporte e impedindo que deslize.

cuidados na fisioterapia

Em casos de idosos com maiores dificuldades físicas a sequência abaixo ilustra o melhor manejo. Inicie sentando o idoso na beirada da cama.

No caso de idosos muito pesados, ou no caso da Cuidadora ou Cuidador estar apresentando quaisquer dificuldades nas transferências, peça ajuda a outra pessoa. Explique ao idoso o que será realizado. Quem for apoiar a parte superior do corpo do idoso deve segurá-lo próximo ao próprio corpo.

Levantem o idoso juntos. Dobrar as pernas, não forçar a coluna. Os cuidadores devem sempre usar sapatos baixos, bem ajustados e amarrados.

Em um idoso que apresenta dificuldades para andar, a melhor maneira de auxiliá-lo é a Cuidadora ou Cuidador ou

familiar apoiar o lado que apresenta maiores dificuldades, colocando uma mão embaixo do braço do idoso, ou da sua axila, segurando com sua outra mão, a mão do idoso, dando-lhe apoio e segurança.

cuidados na fisioterapia

Em casos de maior desequilíbrio, o cuidador deve estar à frente do idoso segurando-o firmemente entre as mãos e os cotovelos e estimulando que olhe para frente ao andar.

O ambiente sempre deve ser limpo para que não acumule pó, principalmente atrás e em cima dos armários.

Na limpeza não devem ser utilizados produtos de cheiros fortes, pois podem ocasionar alergias e alterações respiratórias.

EXERCÍCIOS RESPIRATÓRIOS

Podem ser realizados por idosos acamados ou não. Estes exercícios facilitam a eliminação de secreções e melhoram a ventilação pulmonar, prevenindo complicações.

Idoso sentado: Colocando a mão no abdômen, inspirar tranquilamente sentindo sua mão se movimentar. Expirar, pela boca de forma lenta e prolongada.

Ao inspirar o idoso eleva os braços estendidos, ao expirar abaixa os braços e pode, se possível, inclinar o tronco para frente.

Sempre estimular o idoso a tossir e observar a cor da secreção.  Caso não esteja clara, avisar ao profissional da saúde rapidamente.

Oferecer bastante líquido ao idoso. Os exercícios podem ser feitos no leito ou em pé,

dependendo do estado do idoso.

ADAPTAÇÕES AMBIENTAIS

Essas adaptações são importantes para facilitar a autonomia do idoso e para a prevenção de quedas, já que as quedas acarretam consequências graves, incluindo fraturas, cirurgias e imobilidade, podendo chegar inclusive à morte.

As adaptações são importantíssimas nos casos de Doença de Alzheimer, pois esses idosos são mais vulneráveis a acidentes domésticos e às quedas.

Abaixo são citados exemplos de adaptações:

  1. Piso não deve ser escorregadio;
  2. Cadeiras, camas e poltronas devem ser mais altas facilitando o acesso;
  3. Você pode improvisar com tijolos ou blocos de madeira, ou adquirir “levantadores de cama e cadeiras” em lojas especializadas. Muito cuidado com as cadeiras de plástico, pois podem escorregar e provocar quedas;
  4. As camas não devem ser posicionadas embaixo das janelas (evitando correntes fortes de vento).
  5. A iluminação e ventilação devem ser adequadas;
  6. Devem ser retirados tapetes soltos, tacos soltos, fios, capachos, pois podem provocar quedas;
  7. Os objetos de uso pessoal devem estar em uma altura que facilite o acesso, ou seja entre os olhos e quadris;
  8. Instalar barras de apoio (corrimãos) no banheiro, seja próximo ao vaso sanitário ou dentro do Box;
  9. Em caso de dificuldade para o idoso levantar-se do vaso sanitário, existem os elevadores de vasos sanitários e apoios de vaso sanitário, disponíveis no comércio;
  10. Se for identificado risco de queda durante o banho, a Cuidadora ou Cuidador deve proceder o mesmo com o idoso sentado, usando uma cadeira com braços, para que tenha apoio ao levantar-se;
  11. Deve ser deixada uma luz acesa durante a noite, facilitando a chegada ao banheiro;
  12. As escadas devem ter corrimãos dos dois lados, boa iluminação, e terem faixa ou piso antiderrapante;
  13. Ao caminhar, o idoso não deve usar chinelos e sim um calçado firme e que esteja bem adaptado em seus pés;
  14. Há uma altura correta para bengalas e andadores e uma maneira certa de usá-los. Procure a orientação em um serviço de saúde;
  15. Estimule caminhadas em ambientes arejados. No caso de idosos com Alzheimer, caminhe sempre no mesmo trajeto, mostrando a ele pontos de referência;

ACESSÓRIOS PARA AUXÍLIO À MARCHA

             cuidados na fisioterapia                   

ESTIMULAÇÃO SENSORIAL

cuidados na fisioterapia

  1. O toque no corpo do idoso pode ser feito com a mão (aquecida ou não), espuma, toalha, com creme, etc.
  2. Converse com o idoso e oriente os familiares a fazerem o mesmo.
  3. Evite quaisquer comentários negativos a respeito do diagnóstico e ou prognóstico do idoso na presença dele.
  4. Leia para o idoso, trechos ou crônicas de um livro preferido.
  5. Coloque música para ele ouvir.
  6. Mostre gravuras, revistas ou fotos que o agrade.

EXERCÍCIOS PARA PARALISIA FACIAL E DIFICULDADES DE ENGOLIR

  1. Estimular o uso de canudos para líquidos;
  2. Exercitar mastigação com mordedor ou pedaço de carne grande;
  3. Encher as bochechas de ar;
  4. Estalar lábios e língua;
  5. Murchar a bochecha para dentro;
  6. Colocar a língua para fora da boca e nos cantos da boca;
  7. Fechar os olhos com força (careta);
  8. Erguer as sobrancelhas, franzindo a testa;
  9. Assoprar, se possível assoviar;
  10. Repetir vogais A, E, I, O, U;
  11. Estimular a fala conversando com o idoso;

CUIDADOS NA TERAPIA OCUPACIONAL

COM QUE ROUPA FICA MAIS FÁCIL EVITAR PROBLEMAS?

  1. Manter um vestuário simples e confortável, criando sempre que possível a oportunidade de escolha pelo próprio idoso é de fundamental importância; essa rotina permite a preservação da personalidade elevando a autoestima e a independência;
  2. Estimular a independência é fundamental;
  3. As roupas devem ser simples, confeccionadas com tecidos próprios ao clima. O idoso pode ter perdido a capacidade de expressar sensações de frio ou calor, dessa forma, nunca esquecer de tirar ou colocar agasalhos, conforme a variação da temperatura;
  4. Deve-se estimular o ato de vestir-se sozinho, dando instruções com palavras fáceis de serem entendidas;
  5. Dê a ele a oportunidade de optar pelo tipo de vestuário e as cores que mais lhe agradem. Apenas supervisione, pois pode ser que haja necessidade de auxiliá-lo na combinação de cores;
  6. Para que ele mesmo possa procurar suas roupas, nos armários, cole fotos de peças e ou objetos pessoais na parte externa da gaveta ou guarda-roupas. Isto o ajudará a encontrar rapidamente o que procura;
  7. Roupas como blusas, camisas ou suéteres, deverão ser preferencialmente abertos na parte da frente, para facilitar a colocação ou retirada;
  8. Evite roupas com botões, zíperes e presilhas, elas dificultam o trabalho do idoso para abri-los ou fechá-los. Dê preferência às roupas com elástico ou velcro;
  9. Em casos de dependência mais severa, pode-se dar preferência aos conjuntos do tipo moletom, em função da sua praticidade;
  10. Idosos limitados às cadeiras de rodas ou poltronas, o critério para a escolha do vestuário é ainda mais rigoroso. Deve-se optar por roupas mais confortáveis, largas, especialmente nos quadris;
  11. Na medida do possível, deve-se providenciar um roupão, para que o idoso possa se despir no quarto e, protegido, ser conduzido ao banho;
  12. Deve-se evitar o uso de chinelos, pois eles facilitam as quedas;
  13. Todos os tipos de sapatos devem ter solados antiderrapantes, os mais indicados são aqueles que possuem elástico na parte superior, pois além de serem fáceis de tirar e colocar, evitam quedas que o idoso tropece e caia, caso o cadarço se desamarre;

PROTEGER O IDOSO

Idosos confusos, vagantes, com limitações motoras, desorientados no tempo e no espaço, necessitam de supervisão constante em algumas medidas, que previnam a ocorrência de acidentes, tanto domésticos quanto em ambientes externos devem ser adotadas.

Desta forma adaptar o ambiente tornando-o mais seguro é muito importante.

  1. Adotar medidas preventivas ainda é a maneira mais eficaz de se promover a segurança do idoso;
  2. Inicialmente analise cada cômodo da casa, a fim de eliminar riscos potenciais de acidentes;
  3. A cozinha e o banheiro são frequentemente os dois ambientes mais perigosos;
  4. Embora as adaptações sejam necessárias, não devem descaracterizar totalmente o ambiente familiar ao idoso e pelo qual ele tem apreço. Assim, móveis e objetos, familiares a ele, devem ser mantidos sempre no mesmo lugar;
  5. Todos os objetos perigosos devem ser removidos, genericamente: os pontiagudos, cortantes, quebráveis, pesados. Pequenos objetos como alfinetes, botões, agulhas, moedas (que podem ser engolidos), devem ser guardados em local seguro. Estimule-o a ajudar em tarefas simples que não ofereça perigo;
  6. Nunca permita que o idoso execute atividade na cozinha quando estiver sozinho;
  7. Manter produtos de limpeza, desinfetantes, detergentes ou inflamáveis em armários que devem permanecer fechados;
  8. piso da cozinha deve ser preferencialmente antiderrapante. Nunca o encere, o risco de quedas com consequente fratura é muito alto;
  9. Banheiros geralmente apresentam pisos lisos e escorregadios, deve-se providenciar tapetes antiderrapantes (emborrachados) para evitar quedas;
  10. Se possível deve-se colocar barras de segurança na parede do interior do Box e ao lado do vaso sanitário, eles permitem que o idoso se apoie e sinta-se seguro e ainda evitam que ele se apoie em suportes falsos, como os de toalhas, cortinas e pia;
  11. Retire do armário do banheiro todos os medicamentos, lâminas de barbear, etc. Mantenha apenas os objetos pessoais de higienização;
  12. Fechaduras devem possibilitar a abertura das portas tanto por dentro quanto por fora;
  13. Os sofás, poltronas, cadeiras, devem ser envolvidos cuidadosamente. Devem ser firmes e fortes, com antebraços que permitam o apoio para o ato de sentar e levantar, devem ainda ser revestidos de material impermeável e lavável, principalmente nos casos de idosos incontinentes;
  14. Os idosos agitados devem ter sua cama encostada em uma das paredes e possuir grade lateral;
  15. As camas hospitalares com grades laterais e providas de colchão “caixa de ovo” são indicadas para idosos de alta dependência;
  16. Manter ambientes claros e arejados, a iluminação natural é ideal;
  17. Caso haja escadas, estas devem ser bem iluminadas e com corrimão em ambos os lados;
  18. Os passeios externos devem ser incentivados, porém estão subordinados ao grau de dependência apresentado;

É PRECISO MANTÊ-LO OCUPADO!

  1. Manter atividades é extremamente importante, porém deve-se levar em consideração as preferências anteriores do idoso na tentativa de mantê-las por maior tempo possível, respeitando-se o grau de dependência apresentado. Todas as atividades devem estar subordinadas às habilidades e limitações do idoso;
  2. Observe e considere as preferências do idoso, desde que elas não representem perigo para ele;
  3. Se possível, busque aconselhamento com profissionais capacitados (Terapeutas Ocupacionais), que certamente terão condições de avaliar e indicar quais atividades poderão ser executadas pelo idoso, segundo as limitações físicas e/ou mentais apresentadas;
  4. Atividades domésticas simples, como varrer, tirar o pó, devem ser encorajadas, pois irão gerar no idoso, um sentimento agradável de participação e utilidade. No entanto você deve supervisionar estas atividades;
  5. Atividades sociais fora de casa devem ser selecionadas, amigos ou parentes que o acompanham devem ter plena consciência de suas limitações, para que possam agir transmitindo calma e segurança;
  6. As atividades profissionais (desde que possível) devem ser incentivadas e o idoso observado sutilmente, ainda que seja preciso que outra pessoa, em um segundo momento, refaça a tarefa executada por ele;

COMUNICAÇÃO

DIFICULDADES DE COMUNICAÇÃO APÓS UM DERRAME

  1. Quando os músculos do rosto são prejudicados com o derrame, o doente pode ter dificuldade ao falar, tornando difícil o entendimento do que ele diz. Isso não quer dizer que ele não entenda o que você diz. Para entender melhor o que ele quer falar, se possível, peça para ele escrever, assim não ficará irritado e você poderá entender melhor sua necessidade;
  2. Se ele não puder escrever, faça perguntas que ele possa responder com sinais, fazendo sim ou não com a cabeça, combine os sinais com ele;
  3. Ao falar com o idoso não deixe que nada o distraia, pois, concentrando a atenção, você poderá entendê-lo com maior facilidade;
  4. Ao fazer coisas com e para o idoso, ir dando nome a tudo o que está sendo usado, por exemplo: água, banho, sabonete, prato, camisa, etc.

DIFICULDADES DE COMUNICAÇÃO DECORRENTES DE DEMÊNCIA

  1. Esquecimento para saber os nomes das pessoas, de coisas e das situações, confundir e trocar palavras. Algumas mudanças que a Cuidadora ou Cuidador podem notar na comunicação do idoso com demência;
  2. Dificuldade de achar uma palavra e, no lugar, dizer uma palavra relacionada. Ex.: em vez de dizer caneta, diz: ”aquela coisa de escrever”;
  3. O idoso pode não entender o que você está falando, ou só entender parte da frase;
  4. Pode até falar fluentemente, mas sem nexo e sentido;
  5. Pode apresentar dificuldade de escrever, e de entender o que está escrito;
  6. Pode não ter condições de conversar normalmente. Pode ignorar as pessoas, parar a conversa no meio, falar sozinho;
  7. Pode ter dificuldade de expressar suas emoções: sorrir quando sente dor; ficar agitado ao expressar carinho e afeto;

Lembre-se que problemas de comunicação do idoso fazem parte da doença, portanto, PACIÊNCIA!

  1. Falar não é a única forma de comunicação. Outras formas não verbais podem ajudar muito: o tom da voz, tocar o corpo do idoso, o carinho, o olhar, o abraço, o beijo na bochecha ou testa;
  2. Sempre faça com que, ao conversar com o idoso, ele esteja olhando para você, prestando atenção no que você está falando;
  3. Aprenda a reconhecer os sentimentos e emoções do idoso, pode ajudar muito;
  4. A Cuidadora ou Cuidador deve permanecer sempre tranquilo e falar de um modo gentil e amigável. Comunicar com frases curtas e simples, enfocando uma ideia ou uma opinião de cada vez. Dê tempo para o idoso entender o que lhe é dito;
  5. Ao dizer nomes, dê-lhe uma orientação: “Maria, sua filha!”; “João, seu vizinho!”;
  6. Falar com simplicidade;
  7. Mostrando e tocando objetos, retratos e quadros, pode-se ajudar a “puxar” a memória e a melhorar a conversa;
  8. Música pode ser um excelente modo de comunicação, ajudando o idoso a recordar sentimentos, pessoas e situações mais antigas.

DIFICULDADES DE MEMÓRIA:  COMO ENFRENTÁ-LAS?

Pessoas com dificuldades de memória encontram uma série de problemas no dia-a-dia, causando estresse para o idoso e familiares.

Todos nós já tivemos lapsos de memória ocasionalmente, e isto acontece com mais frequência quando nos tornamos mais velhos. Quando estamos sob pressão ou tentando fazer muitas coisas ao mesmo tempo, é mais difícil nos concentrarmos, e então começamos a esquecer coisas ou confundi-las. Nossa memória pode ficar pior se nós não estamos nos sentindo bem ou mesmo cansados após um longo dia. Esses tipos de variações são perfeitamente normais.

Problemas severos de memória são muito mais óbvios e persistentes. Eles podem resultar de várias causas, por exemplo:

  1. Traumatismos cranianos ou outros tipos de trauma no cérebro;
  2. Condições clínicas como a epilepsia;
  3. Diminuição da oxigenação do cérebro, por exemplo, por causa de um ataque cardíaco;
  4. Encefalites;
  5. Doenças neurológicas diversas;
  6. Depressão ou outros transtornos de humor, entre outros. Porque existem diferentes causas para os problemas de memória, e porque a própria memória consiste em várias diferentes habilidades, apesar de cada pessoa ser diferente, algumas características são compartilhadas por um grande número de pessoas com problemas de memória;

A maioria das pessoas, com déficits de memória, tem:

  1. memória imediata normal ou quase normal;
  2. dificuldade para lembrar de coisas com a passagem do tempo ou após alguma interferência. Por exemplo, eles podem esquecer completamente algo que fizeram 30 minutos atrás;
  3. problemas em aprender novas informações. Por exemplo, quando conhecem alguma pessoa nova podem ter problemas para se lembrar do nome dela depois;
  4. lembram melhor de coisas que aconteceram algum tempo antes do acidente ou doença do que de coisas que aconteceram pouco tempo antes. Por exemplo, lembram com clareza de vivências da infância e têm dificuldade de se lembrar de coisas que aconteceram um ano antes do acidente ou doença;
  5. Lembra-se de como fazer coisas que eram capazes de fazer bem ou que praticam muito. Por exemplo, tocar violão, nadar ou andar de bicicleta;
  6. Consegue se lembrar com ajuda de pistas.

DICAS PARA AJUDÁ-LOS

  1. Estabeleça uma rotina para suas atividades, com horários fixos para dormir, comer, atividades de lazer, etc;
  2. Torne as tarefas mais simples e organizadas;
  3. Insira em seu dia-a-dia atividades manuais e exercícios mentais, como ler,  jogar, pintar. Tome cuidado para não o sobrecarregar;
  4. Faça intervalos entre as atividades;
  5. Realize atividades físicas (caminhadas, hidroginástica, etc.);
  6. Mantenha um calendário grande em um lugar de passagem e acompanhe-o diariamente para ver o dia, mês e ano;
  7. Mantenha os objetos de uso frequente sempre no mesmo lugar. Desta maneira, será mais fácil encontrá-los quando precisar;
  8. Tente manter o período da noite calmo, com pouco barulho e poucas visitas.

TRIO DA MEMÓRIA: AGENDA, PLANO E LISTA DE TAREFAS

AGENDA

  1. Anote os compromissos de forma clara;
  2. É melhor carregá-la a maior parte do tempo. Pode ter duas agendas, uma grande para ficar em casa ou no trabalho e outra pequena que caiba no bolso, porém ambas devem conter as mesmas informações.

PLANO

Anotar é fundamental. Sempre que se lembrar de algo por fazer, anote! Além da agenda, uma boa ideia é usar uma folha de papel, no qual irá anotar tudo o que pretende fazer, a curto, médio e longo prazos (desde um telefonema para o dia seguinte até uma compra que queira

fazer daqui a alguns meses). O PLANO é uma referência para tudo o que se planeja fazer, mantendo todas as informações no mesmo lugar.

LISTA DE TAREFAS (diária ou semanal):

  1. A lista de tarefas é um papel onde irá escrever tudo o que precisa fazer em um determinado período de tempo (de um dia a uma semana);
  2. Não inclua coisas a longo prazo, como no PLANO;
  3. As informações da lista podem ser extraídas de sua agenda ou plano;
  4. É preciso organizá-las e pendurá-las em local visível. Uma boa dica é mantê-la dentro da agenda, na página correspondente ao dia.

COMO MELHOR UTILIZAR ESTES TRÊS AUXÍLIOS EM CONJUNTO

  1. Prepare-se todo início de semana (domingo ou segunda-feira)
  2. Reserve um tempo para revisar AGENDA PLANO, LISTA DE TAREFAS
  3. Coloque todas as informações necessárias na Agenda, retiradas do Plano e da Lista.

CUIDADOS COM A MEDICAÇÃO

Idosos usam, em média, 3 a 4 tipos diferentes de medicamentos ao dia, em horários variados. Quanto maior o número de medicamentos usados, maior a chance de erro de dose, de horário e de troca de medicação, tanto por parte do idoso, como por parte da Cuidadora ou Cuidador, geralmente já sobrecarregado com suas múltiplas tarefas. Para evitar problemas maiores, e considerando que o uso correto da medicação é fundamental para o bom andamento dos cuidados, é sugerido:

Colocar os medicamentos em uma caixa com tampa (plástica ou papelão), ou vidro com tampa, tomando o cuidado de usar caixas diferentes para medicamentos dados pela boca, para material de curativo e material e medicamentos para inalação. Além de ser mais higiênico, é menos provável que você confunda e dê por boca um medicamento inalatório, ou que misture um material de curativo de ferida com o de limpeza de sonda ou cânulas. Se você for exigente, pode comprar caixas para medicamentos e materiais de curativo, à disposição em lojas de produtos médico hospitalares; a caixa

Organizadora pode ser utilizada para medicação oral e existe em várias opções e formatos. Caso você não saiba ler, peça a sua Cuidadora ou Cuidador para dividir os medicamentos em envelopes ou saquinhos, com o desenho do horário em que devem ser tomados.

Boas alternativas para o controle de medicação estão disponíveis em lojas especializadas ou redes de farmácia.

comunicacao

PLANO DE MEDICAÇÃO DIÁRIA

  1. Converse com o médico ou enfermeira responsável sobre a possibilidade de dividir as medicações em horários padronizados, como por exemplo café da manhã, almoço e jantar, e faça uma lista do que pode e do que não pode ser dado no mesmo horário. Para facilitar você pode dividir a caixa em compartimentos, e colocar os respectivos medicamentos nos respectivos horários. Evite sempre que possível medicações durante a madrugada;
  2. Para facilitar a administração dos medicamentos você pode usar o Plano de Medicação Diária (impresso com vários relógios desenhados), que com a orientação do médico, enfermeira, ou farmacêutico distribui a medicação em horários padronizados. Este Plano de Medicação deverá ficar em lugar de fácil visualização, como por exemplo, a porta da geladeira. Caso a Cuidadora ou Cuidador não saiba ler, pode-se colar os medicamentos do lado do desenho do relógio, na quantidade correta de comprimidos para cada horário, conforme prescrição médica;
  3. Mantenha os medicamentos em local seco, arejado, longe do sol e principalmente das crianças;
  4. Mantenha os medicamentos nas embalagens originais para evitar misturas e realizar o controle da data de validade;
  5. Deixe somente a última receita médica ou de enfermagem junto à caixa de medicamentos. Isto evita confusão quando há troca de medicamentos ou receitas, facilita a consulta em caso de dúvidas ou quando solicitado pelo profissional de saúde; para evitar confusão, você pode devolver os medicamentos que não estão sendo utilizados para o centro de saúde, ou guardá-los em outro local;
  6. Lembre-se de solicitar ao médico uma prescrição para caso de necessidade, como vômitos, febre, diarreia, dor, e mantenha uma pequena quantidade destes medicamentos em uma caixa separada, com o rótulo “necessidades especiais”;
  7. Não acrescente, substitua ou retire medicamentos sem antes consultar um profissional de saúde; lembre-se que medicamentos prescritos para outras pessoas podem não ter o mesmo efeito, ou não serem indicados para o idoso;
  8. Evite o uso de chás e plantas medicinais, pois eles são considerados medicamentos e podem ter efeitos indesejáveis;
  9. Caso o idoso utilize vários medicamentos por dia, utilize um calendário ou um caderno onde você possa colocar a data, o horário, e colocar um visto nas medicações já dadas. Isto evita a angustiante pergunta: “Será que eu já dei os medicamentos das 10 horas?”;
  10. Evite dar medicações no escuro, para não correr o risco de trocas perigosas;
  11. Se o idoso apresentar dificuldades para engolir comprimidos, ou alimentar-se por sonda, converse com o médico ou enfermeira sobre a possibilidade de dissolvê-lo em água ou suco, e caso não seja possível, peça para o profissional trocar o medicamento;
  12. Não use como referência a cor do comprimido, pois esta pode mudar de acordo com o laboratório fabricante. Por exemplo, o captopril existe em comprimidos branco e azul;
  13. A Cuidadora ou Cuidador deve sempre avisar o médico ou enfermeira quando o idoso parar de tomar algum medicamento prescrito;
  14. Não substituir medicamentos sem a autorização do médico;
  15. A Cuidadora ou Cuidador não deve aceitar empréstimos de medicamento quando o do seu idoso acabar. Muitas vezes o medicamento tem o mesmo nome, mas a sua concentração é diferente. Seja prevenido e sempre confira a quantidade de medicamento antes de feriados ou finais de semana, para não correr o risco de faltar;
  16. Tire suas dúvidas com o médico.

CUIDADOS NOS ASPECTOS PSICOLÓGICOS

O apoio familiar é o suporte do idoso e a segurança dos profissionais que o assistem. Caso você não faça parte da família, não importa, você está exercendo a função de facilitador de uma etapa no caminho do viver de um ser humano.

Saiba que o idoso está vivenciando:

  1. Disfunção sexual;
  2. A dependência;
  3. A depressão: as vezes causada por falecimento do cônjuge, aposentadoria, limitações, reação a medicação, etc;
  4. A ansiedade frente a patologia, o medo, etc.

O idoso pode apresentar comportamentos como:

  1. Chamar pela Cuidadora ou Cuidador várias vezes;
  2. Ser teimoso, não obedecendo ordens;
  3. Ficar inativo e ou agressivo;
  4. Ter insônia;
  5. Não ter controle dos esfíncteres;
  6. Ter coordenação motora inadequada (derrubar objetos, comida, etc.);
  7. Perda de memória;
  8. Perda de orientação/o espacial.

Diante desses quadros a Cuidadora ou Cuidador podem sentir:

  1. Tristeza: por vivenciar as perdas do idoso;
  2. Raiva: diante das suas recusas, falta de controle dos esfíncteres (causando frequentes idas ao banheiro;
  3. Ansiedade: por espera de progresso do idoso, para sair da rotina do dia a dia da doença;
  4. Culpa: por ter pensamento e atitudes as vezes negativas.

A Cuidadora ou Cuidador podem vivenciar:

  1. Cansaço.
  2. Insônia.
  3. Perda de autocontrole.
  4. Falta de libido.
  5. Depressão.

Calma! Procure:

  1. Deixar o idoso sempre ocupado;
  2. Assistir filmes ou programas alegres, que abordem coisas prazerosas;
  3. Se possível caminhar, tomar banho de sol e fazer alguns exercícios dentro de seus limites;
  4. Incentivá-lo a rezar (se o idoso for religioso);
  5. Não responder pelo idoso;
  6. Não faça por ele o que ele puder fazer sozinho;
  7. Sair de perto quando estiver perdendo o autocontrole e solicitar ajuda de outra Cuidadora ou Cuidador da família ou voluntário;
  8. Sempre que possível revezar com alguém;
  9. Procurar se informar a respeito da evolução da patologia;
  10. Procurar recursos existentes na comunidade;
  11. Tente manter as atividades possíveis que o idoso executava como:  dobrar roupas, vestir-se e etc;
  12. Cuidado com seus gestos ou palavras, para evitar magoar o idoso, o idoso, ainda que sem intenção;
  13. Revezar entre os membros da família e amigos horário com disponibilidade interna de conversar/dialogar com carinho e ternura com o idoso;
  14. A Cuidadora ou Cuidador não deverá esquecer de proporcionar para si próprio: ginástica, grupos de lazer, autocuidado como: não descuidar de sua pessoa (manutenção da auto- estima).   

CUIDANDO DA CUIDADORA OU CUIDADOR

É fundamental que a CUIDADORA OU CUIDADOR reservem alguns momentos do seu dia para se cuidar…., descansar…, relaxar…, realizar alguma atividade física ou de lazer como: caminhada, ginástica, tricô, crochê, pinturas, desenhos, … Existem muitas formas de incorporar a atividade física à sua vida…

VEJA ALGUMAS DICAS E SUGESTÕES:

  1. Enquanto estiver assistindo TV: Movimente os dedos das mãos e dos pés para mantê-los flexíveis;
  2. Massageie os pés com as mãos, ou com rolinhos de madeira ou com bolinhas;
  3. Quando for às compras, passeie pelo pátio antes de entrar na loja;
  4. Ao se levantar pela manhã, alongue os músculos de todas as maneiras possíveis…, espreguice todo o corpo… comece o dia bem;
  5. Ao sentar-se por longos períodos de tempo, não se esqueça de reservar um tempo para intervalos de “exercícios”. Simplesmente movendo o corpo e as juntas a cada 15 minutos;
  6. Incorpore os exercícios de relaxamento a seu dia. Pratique-os quando estiver perturbado, preocupado;
  7. Ria várias vezes por dia. A risada é um maravilhoso exercício que envolve diversos sistemas e aparelhos do corpo;
  8. A atividade física reduz seu cansaço, sua tensão, seu esgotamento físico e mental. SEMPRE QUE LEMBRAR, MEXA-SE …RELAXE;
  9. Sempre que possível, aprenda uma atividade nova, leia um livro novo, aprenda mais sobre algum assunto de seu interesse, participe das atividades de lazer do seu bairro, faça novos amigos e peça ajuda quando precisar … torne a sua vida mais leve e saudável;
  10. Procure o Centro de Saúde da sua área de residência e informe-se sobre as atividades corporais existentes;
  11. Alterne os cuidados com outros membros da família (ou outra Cuidadora ou Cuidador) para que você possa ter um período de descanso.

DICAS DE EXERCÍCIOS PARA A CUIDADORA OU CUIDADOR

EXERCÍCIOS PARA O PESCOÇO (Coluna Cervical):

cuidado com os cuidadores

  1. Faça a flexão (como se fosse encostar seu queixo no tórax);
  2. A extensão (olhar para o céu), a rotação (olhar para os lados)
  3. A inclinação lateral (aproximar as orelhas do ombro).

EXERCÍCIOS PARA OS OMBROS:

cuidado com os cuidadores

  1. Inspirando, eleve os ombros próximo às orelhas, expirando solte-os bruscamente;
  2. Faça movimentos circulares, rodando os ombros para trás e para frente.

EXERCÍCIOS PARA OS MEMBROS SUPERIORES:

cuidado com os cuidadores

Em pé, com um dos braços apoiando no encosto de uma cadeira, abduzir o membro superior livre até acima da cabeça inclinando lateralmente o corpo. Repetir o movimento com o outro lado.

EXERCÍCIOS PARA OS MEMBROS INFERIORES

cuidado com os cuidadores

  1. Deite-se em decúbito dorsal (barriga para cima) e apoie os pés na cama com os joelhos dobrados;
  2. Apoiando em uma de suas pernas, aproxime seu joelho de seu tronco, fique nesta posição por alguns segundos e volte na posição inicial. Faça o mesmo exercício com a outra perna;
  3. Não fique muitas horas seguidas em pé. Alterne com períodos na posição sentada;
  4. Faça caminhadas em locais planos;
  5. Compressas quentes (bolsas térmicas, tecidos umedecidos em água quente) auxiliam no relaxamento muscular.

ORIENTAÇÕES AO IDOSO E SEUS FAMILIARES CUIDADORES

DIREITOS DO IDOSO

  1. Atendimento preferencial nos estabelecimentos comerciais, de serviços e similares;
  2. Entrada franca nos cinemas da cidade, de 2ª a 6ª feira, em qualquer sessão;
  3. Desconto de 50% nas atividades (teatro, jogos e espetáculos) realizadas no município (com apresentação do comprovante de aposentadoria);
  4. Atendimento prioritário nas Procuradorias Regionais e na Assistência Judiciária do Estado de São Paulo;
  5. Direito a um acompanhante no caso de internação em hospital público ao idoso com mais de 60 anos;

DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DA CUIDADORA OU CUIDADOR

  1. TENHO DIREITO A CUIDAR DE MIM.
  2. TENHO O DIREITO DE PROCURAR AJUDA.
  3. TENHO O DIREITO DE FICAR ABORRECIDO, DEPRIMIDO E TRISTE.
  4. TENHO O DIREITO DE NÃO DEIXAR QUE MEUS FAMILIARES TENTEM MANIPULAR-ME COM SENTIMENTOS DE CULPA.
  5. TENHO O DIREITO A RECEBER CONSIDERAÇÃO, AFEIÇÃO, PERDÃO E ACEITAÇÃO DE MEUS FAMILIARES E DA COMUNIDADE.
  6. TENHO O DIREITO DE ORGULHAR-ME DO QUE FAÇO.
  7. TENHO O DIREITO DE PROTEGER A MINHA INDIVIDUALIDADE, MEUS INTERESSES PESSOAIS E MINHAS PRÓPRIAS NECESSIDADES.
  8. TENHO O DIREITO DE RECEBER TREINAMENTO PARA CUIDAR MELHOR DO IDOSO DEPENDENTE.

Agradecimento especial a todos os que, através de seus trabalhos publicados, permitiram a compilação de informações e imagens, utilizadas para promover o bem-estar do idoso.

FONTES DE PESQUISA

Bibliografia:

  1. BAUR, R. & Egeler, R.  Ginástica, Jogos e Esportes para Idosos. Rio de Janeiro, 1983;
  2. BOBATH, B. – Hemiplegia no Adulto: Avaliação e Tratamento. Editora Manole, 1978.
  1. BORGES, Márcio F. – Manual do Cuidador – convivendo com Alzheimer
  2. BRUNNER & SUDDARTH  Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 9ª edição Ed. Guanabara Koogan  2002.
  3. CASSEL, Christine K. et all. Geriatric Medicine, Editora Springer, 1999.
  4. DANJANI, I.T. & Yokoo, E.D. – Acidente Vascular Cerebral  Um Guia para Pacientes e Familiares. In Trb Pharma. Ciência e Saúde como Princípio, 1995.
  5. DIAS, E,L.F, WANDERLEY, J.S; R.T.(orgs).Orientações para Cuidadores  informais na assistência domiciliar. Campinas, Editora da Unicamp, 2002.p.89-109
  6. FRANK .A..A; SOARES.E. Nutrição no Envelhecer. São Paulo, Atheneu,2002.300p.
  7. FREUD, S.  Os Pensadores – editora Abril Cultural, 1978;
  8. GARRET, Gill. Adding Health to Years. Edited by Katrina Payne. HelpAge Internacional. London.1993
  9. GUCCIONE, A.A. et al. Fisioterapia Geriátrica, 2ª Edição, Editora Guanabara Koogan, RJ, 2002.
  10. HAYFLICK, Leonard, PHD Como e Porque Envelhecemos – editora Campus, 1998
  11. HOPKINS, A. Reducing the risk of a stroke. London. Edited by the Stroke Association. London. 1993
  12. MANNONI, Maud, A Primeira Entrevista em Psicanálise editora Campos, 12ª edição, 1992.
  13. MELMAN Jonas – Família e Doença Mental, editora Transversais, 2000
  14. MINISTÉRIO DA SAÚDE Redes Estaduais de Atenção à Saúde do Idoso – editora MS, Brasília  DF, 2002.
  15. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Viver Mais e Melhor- Guia completo para você melhorar sua saúde e qualidade de vida, 2000 (distribuição gratuita).
  16. MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO IPEA Camarano, Ana Amélia – Envelhecimento da População Brasileira: Uma Contribuição Demográfica – Rio de Janeiro, 2002.
  17. NELTO, PM  Gerontologia, editora Atheneu, 1996;

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