O que é o Alzheimer?

 

Na definição estritamente científica, é a degeneração lenta e progressiva do cérebro. A doença é causada por dois tipos de danos neuronais: aglomerados de placas de um peptídeo chamado beta-amiloide; e emaranhados neurofibrilares gerados pelo mau funcionamento da proteína tau, que começa a emitir um neurotoxina.

 

Resumidamente, o corpo não consegue fazer a nutrição dos neurônios, que acabam morrendo, e dificulta a comunicação entre eles, o que impossibilita a criação de novas memórias e, posteriormente, degeneração de memórias antigas. No mesmo passo, dificulta novos aprendizados, e vai destruindo os aprendizados antigos.

 

É uma doença ligada ao envelhecimento (seu maior fator de risco), mas não só a isso. Seu mistério reforça nossa percepção de sermos totalmente impotentes para nos proteger contra ela, pois achamos que não há qualquer forma de evitá-la. Achamos que a doença nos ataca e se desenvolve de forma inexorável, e que somos tão frágeis para combatê-la como somos para preveni-la.

 

Talvez essa série de textos lhe dê um ânimo quanto a isso.

 

As pesquisas sobre o Alzheimer são animadoras – desde os estudos sobre causas biomecânicas básicas até o aumento recente nas formas de deter o avanço  ou mesmo reverter a doença e os sintomas da perda de memória.

 

Enquanto milhares de pesquisadores, mundo afora, buscam uma cura, outros tentam abordar o dilema do que fazer enquanto ela não é descoberta. A forma mais lógica, claro, é a prevenção – bloquear o avanço das terríveis consequências da doença antes que os sintomas da neurodegeneração afetem nosso cérebro de forma irrecuperável.

 

Hoje, afirma-se que o Alzheimer é uma “doença de estilo de vida” (embora, claro, ainda esteja ligada a uma herança genética). O que isso quer dizer? Carregar o gene ligado ao Alzheimer (apoliproteína E ou ApoE4) aumenta suas chances de desenvolver a doença, por ser considerado um gene de suscetibilidade. Isso significa que a pessoa tem mais predisposição à doença, mas não significa que está predestinado a desenvolvê-la.

 

Isso é um grande avanço. O Alzheimer deixou de ser uma catástrofe repentina do envelhecimento para se tornar um processo contínuo que dura décadas e pode ser influenciado por fatores como nutrição, infecções, nível educacional, diabetes, atividades física e mental, etc.

 

John Morris, diretor do Centro de Pesquisas da Doença de Alzheimer da Universidade de Washington, em um de seus estudos, encontrou depósitos tóxicos de beta-amiloide em grande parte dos idosos que ainda não apresentavam qualquer dificuldade mental. Ou seja, a neurodegeneração vai se desenvolvendo aos poucos, silenciosamente, antes que qualquer sintoma seja observado. Há um prelúdio de normalidade disfarçada, seguida por um período de declínio gradual. É nesse período pré-sintomático que pesquisadores como John Morris esperam identificar os indivíduos mais vulneráveis e intervir de forma a deter a progressão da doença antes dela se iniciar de fato.

 

Por mais trágico e devastador que seja o Alzheimer, há um otimismo crescente quanto à possibilidade de minimizar os riscos e talvez nos salvarmos deste mal. Se o enxergarmos como ele verdadeiramente é – não um capricho do acaso, não um caso de má sorte ou uma consequência inevitável do envelhecimento, mas algo que nós mesmo desenvolvemos com o passar dos anos, a chance de preveni-lo é muito maior.

 

Com as dicas desta série de textos, retiradas de fontes científicas diversas, você vai poder reduzir suas chances de sofrer de Alzheimer ou até mesmo adiar o início da doença por tanto tempo que talvez ela não se manifeste antes de sua morte. São ações simples, inseridas em seu cotidiano, que poderão salvá-lo a longo prazo, como: comer alimentos mais saudáveis, ter muitos amigos, controlar o nível de açúcar no sangue, combater a depressão e o estresse, fazer exercícios adequados, etc.

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